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Cearenses estão entre os mortos em megaoperação contra facção criminosa no Rio de Janeiro

Os faccionados que morreram na operação ainda não foram identificados formalmente

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Cearenses estão entre os mortos em megaoperação contra facção criminosa no Rio de Janeiro
Foto: GCMais

Criminosos cearenses estão entre os mortos e presos na megaoperação deflagrada nesta terça-feira (28) no Rio de Janeiro contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Uma fonte do GCMais na Secretaria de Segurança Pública apurou que, pelo menos, quatro foragidos do Ceará que estavam escondidos nas comunidades cariocas foram mortos pela Polícia.

Os faccionados que morreram na operação ainda não foram identificados formalmente. Outros foragidos cearenses também acabaram presos pelas forças de segurança do Rio de Janeiro nesta terça-feira (28).

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O portal GCMais solicitou nota à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) sobre os criminosos cearenses mortos ou presos no Rio. Até o momento, a pasta não declarou nada sobre o caso.

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Fontes da SSPDS ouvidas pelo portal GCMAIS já tinham confirmado a existência do monitoramento de áreas no Ceará para evitar represálias por parte de integrantes do CV. Até às 18h desta terça, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SESP) do Rio de Janeiro havia confirmado 64 mortes e 81 capturas durante operação das Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, iniciada ainda no começo da manhã nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do RJ.

Entretanto, novos levantamentos feitos entre a noite de terça (22) e a manhã desta quarta-feira (23) apontam que mais de 60 corpos foram levados para a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, o que pode elevar o número total de mortos para 129. Moradores relataram que os corpos foram retirados de diferentes pontos da comunidade, sendo ao menos 25 encontrados em uma área de mata na Serra da Misericórdia. Parte das vítimas foi deixada na porta do Hospital Getúlio Vargas, que também recebeu feridos da operação.

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Megaoperação contra facção criminosa no Rio de Janeiro

Entre as vítimas estão quatro policiais. Um deles, o policial civil Rodrigo Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna), que havia tomado posse há dois meses.

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De acordo com informações de fontes ao portal, os cearenses mortos no Rio de Janeiro tinham extensa ficha criminal e estavam com mandados de prisão em aberto.

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Assim como outros faccionados do CV, eles usavam a força da facção para se esconder em comunidades cariocas e continuar ordenando crimes no Ceará. Possivelmente, um dos mortos na operação no Rio de Janeiro foi um dos responsáveis pelo assassinato do policial militar Bruno Lopes Marques. O homicídio aconteceu no Pirambu, em Fortaleza.

No dia 12 de fevereiro do ano passado, por volta das 21h, o PM foi executado e outros dois homens sobreviveram ao ataque. O crime teria sido ordenado por Carlos Mateus da Silva Alencar, o “Skidum” ou “Fiel”, nome conhecido das autoridades cearenses, que também estava escondido no Rio de Janeiro.

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O policial tinha 27 anos e estava de folga em um bar, jogando baralho quando foi assassinado.

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Em Fortaleza, nesta terça-feira (28), o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, rebateu o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e disse que não negou apoio ao estado na questão da segurança pública, em meio à megaoperação. Cerca de 2.500 agentes participam da operação, incluindo equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar do Rio de Janeiro, além de equipes do Comando de Operações Especiais (COE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil fluminense.

A ofensiva policial contou com o uso de drones, dois helicópteros, 32 blindados terrestres e 12 veículos de demolição, além de ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate para apoio médico.

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No começo da noite de terça-feira, o balanço da operação era de 93 fuzis, 2 pistolas e 9 motos apreendidas. A Secretaria de Segurança classificou os ataques como uma ameaça direta à população e afirmou que a resposta policial é “firme e necessária, em defesa da sociedade”.

A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará reforçou, de forma preventiva, o policiamento em pontos estratégicos do estado após a megaoperação realizada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro contra a facção criminosa Comando Vermelho (CV).

O reforço no policiamento cearense foi planejado com base em levantamentos da Coordenadoria de Inteligência (Coin/SSPDS), que identificou locais estratégicos para a atuação policial. A medida tem caráter preventivo, visando antecipar possíveis impactos da operação fluminense no território estadual e proteger a população.

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