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Aliados políticos de Bolsonaro reagem à prisão preventiva do ex-presidente

Lideranças do PL e de partidos aliados criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes e defenderam o ex-presidente, citando riscos à saúde, arbitrariedade e ameaça ao Estado de Direito

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Aliados políticos de Bolsonaro reagem à prisão preventiva do ex-presidente
Foto: GCMais

Os aliados políticos de Jair Bolsonaro (PL) reagiram à ordem de prisão preventiva do ex-presidente expedida no início da manhã deste sábado, 22. O pedido da prisão foi feito pela Polícia Federal (PF), que solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, uma ordem de prisão a Bolsonaro, que teve como justificativa a garantia da ordem pública. Na sexta-feira, 21, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia convocado uma vigília em apoio ao ex-presidente. A PF avaliou que o ato representava risco para participantes e agentes policiais, com aglomeração. Além disso, havia o temor de risco para o próprio ex-presidente.

Após o anúncio da prisão preventiva de Bolsonaro, os aliados do ex-presidente começaram a se manifestar em suas redes sociais. No X (antigo Twitter), o presidente nacional do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), afirmou, que a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro "é mais uma provação no martírio que está passando". Nogueira destacou a fragilidade da saúde de Bolsonaro. "Todos que conhecem e admiram o presidente Bolsonaro, como eu, sabem o sofrimento e a fragilidade que seu estado de saúde está impondo ao seu corpo e os cuidados que exige 24 horas por dia", disse, em publicação. "Mitos não sucumbem a violências São eternizados por elas", acrescentou.

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Também no X, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se solidarizou com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após a transferência de Bolsonaro para as dependências da PF, afirmando que "está com Bolsonaro em mais esse desafio". Castro também disse que não irá perder a esperança de "viver o ideal de Deus, pátria, família e liberdade".

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O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, afirmou em nota oficial publicada no X que a prisão de Bolsonaro é a democracia "sendo colocada à prova"."Nenhuma democracia sobrevive quando a lei passa a ter destinatários específicos", afirmou Sóstenes, e acrescentou que "prisões sem fundamento corroem a confiança pública e ativam o alarme do Estado de Direito". O deputado federal garantiu que, como líder da bancada do PL, "não aceitaremos intimidação". "Defenderemos Bolsonaro, sua família e todos os brasileiros que hoje sentem o peso da ameaça. Faremos isso dentro da lei, com coragem e com a certeza de que ninguém consegue prender a verdade."

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'Não há motivos para tirar Bolsonaro da prisão domiciliar'

O senador Sérgio Moro (União-PR) também usou a rede social X neste sábado, 22, para dizer que "não há motivos" para tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro da prisão domiciliar. Ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Moro lembrou do histórico de saúde de Bolsonaro. "O presidente Bolsonaro tem sequelas decorrentes da facada. O histórico de cirurgias e crises é conhecido por todos. Não há motivos para tirá-lo da prisão domiciliar. A outros, como o ex-presidente Collor, com problemas de saúde bem menores, foi garantido esse tratamento", disse em publicação.

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Já o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que a "injustiça prevaleceu", após a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para as dependências da Polícia Federal na manhã deste sábado.

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"Afastaram Jair Bolsonaro do convívio da família, de forma arbitrária e vergonhosa para nossa história. Silenciar opositor não é Justiça, é abuso de poder", disse Zema. O governador acrescentou que divergências políticas não devem ser motivo para prisão e este "não é o Brasil que queremos".

O deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) manifestou solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro após o cumprimento de mandado de prisão preventiva, expedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, neste sábado "É triste vê-lo enfrentar esse momento. Quem conviveu com ele sabe da sua honestidade, da sua lealdade e do quanto sempre colocou o Brasil acima de tudo", disse Derrite. "Minha solidariedade ao Capitão, à família e a todos os patriotas que assistem, indignados, a esse capítulo da história."

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