A leoa Leona retornou ao Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa, nesta quinta-feira (4), quatro dias após o ataque que resultou na morte de um jovem de 19 anos no último domingo (30). O episódio havia gerado grande repercussão e preocupação sobre a segurança no zoológico e o bem-estar do animal.
Em vídeo divulgado pelo parque, a leoa é vista caminhando lentamente e se acomodando novamente em seu espaço habitual. Segundo a bióloga Marília Maia, nas horas seguintes ao incidente, Leona apresentou sinais de estresse, mas já retomou a alimentação, realizou suas necessidades fisiológicas e permanece tranquila no recinto.
A equipe técnica do zoológico mantém a leoa sob observação contínua, monitorando sua readaptação e garantindo que ela receba todos os cuidados necessários. Marília Maia reforçou que a eutanásia do animal nunca foi cogitada, e que o foco permanece na segurança de visitantes e funcionários, além do bem-estar da leoa.
Entenda o caso
O homem que morreu após invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Bica, em João Pessoa (PB), na manhã deste domingo (30), possuía um extenso histórico criminal. Identificado como “Vaqueirinho de Mangabeira”, ele já havia sido preso dez vezes e estava em liberdade desde a última sexta-feira (28). Segundo informações divulgadas por autoridades paraibanas, o homem tinha registros como contraventor ainda na adolescência e acumulava passagens por crimes diversos ao longo dos anos.
A ocorrência, que chocou visitantes e mobilizou equipes de segurança e veterinários do parque, começou quando o homem escalou uma parede de mais de seis metros de altura, ultrapassou as grades de proteção e acessou uma árvore que dava visão direta para o recinto da leoa Leona. Ignorando alertas e tentativas de contenção feitas pelos funcionários, ele invadiu a área restrita e acabou sendo atacado pelo animal. Os ferimentos provocados pela leoa foram fatais e levaram o invasor a óbito ainda no local.
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