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Cesta básica de Fortaleza cai 2,35% em novembro e passa a custar R$ 670,63

Deflação acompanha tendência nacional e reduz custo médio dos alimentos na capital cearense, segundo levantamento do Dieese

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Cesta básica de Fortaleza cai 2,35% em novembro e passa a custar R$ 670,63
Foto: GCMais

A cesta básica de Fortaleza registrou queda de 2,35% em novembro, passando a custar R$ 670,63, conforme dados divulgados nesta terça-feira (9) pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Conab. A deflação acompanha o movimento observado em 24 das 27 capitais pesquisadas em todo o país.

Entre os 12 produtos avaliados, oito tiveram queda de preço na capital cearense, com destaque para:

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  • Tomate: -15,64%
  • Açúcar: -5,37%
  • Banana: -5,03%

Também apresentaram recuo arroz (-2,84%), café (-1,75%), manteiga (-1,43%), leite (-0,45%) e pão (-0,19%).

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Por outro lado, quatro itens ficaram mais caros:

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  • Óleo: +2,83%
  • Feijão: +1,30%
  • Carne: +0,78%
  • Farinha: +0,42%

Trabalhador de Fortaleza precisou de 97h de trabalho

Com base no salário mínimo vigente no país (R$ 1.518), o trabalhador fortalezense precisou dedicar 97 horas e 11 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica de Fortaleza em novembro.

Quando considerado o salário mínimo líquido — após o desconto de 7,5% da Previdência — o comprometimento chega a 47,76% da renda mensal para garantir os alimentos essenciais de uma pessoa adulta.

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Para uma família de quatro pessoas, o gasto estimado com alimentação básica seria de R$ 2.011,89.

Variações mensal, semestral e anual da cesta básica de Fortaleza

A capital cearense apresentou:

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  • Variação mensal: -2,35%
  • Variação em 6 meses: -7,94%
  • Variação em 12 meses: +1,01%

Com isso, o preço de novembro de 2025 (R$ 670,63) ficou mais baixo que o de maio de 2025 (R$ 728,49), mas acima do registrado em novembro de 2024 (R$ 663,95).

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No recorte semestral, 11 produtos ficaram mais baratos, com destaque para:

  • Tomate: -37,53%
  • Arroz: -17,51%
  • Açúcar: -9,13%

Somente o óleo apresentou alta acumulada (+6,78%) no período.

Comparação nacional mostra grandes diferenças entre capitais

O levantamento evidenciou que a cesta básica mais cara do país em novembro foi a de São Paulo (R$ 841,23), seguida por Florianópolis (R$ 800,68), Cuiabá (R$ 789,98) e Porto Alegre (R$ 789,77).

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Já os menores valores foram registrados em capitais do Norte e Nordeste:

  • Aracaju: R$ 538,10
  • Maceió: R$ 571,47
  • Natal: R$ 591,38
  • João Pessoa: R$ 597,66

Em 14 das 17 capitais com série histórica, houve alta anual, com destaque para Salvador (+4,07%) e Recife (+3,56%). Entre as quedas, Brasília teve a maior retração (-5,23%).

Salário mínimo necessário deveria ser de R$ 7.067,18

Com base nos cálculos do Dieese, o salário mínimo necessário para uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 7.067,18 em novembro, o equivalente a 4,66 vezes o mínimo vigente.

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No cenário nacional, o tempo médio necessário para comprar a cesta básica nas capitais pesquisadas foi de 98 horas e 31 minutos, abaixo do registrado em outubro (100h19min).

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