Moradores do bairro Henrique Jorge, em Fortaleza, relatam preocupação crescente diante de uma sequência de arrombamentos registrados nos últimos meses. Três casas vizinhas foram invadidas durante a madrugada, além de um buffet que também foi alvo de criminosos. As ocorrências vêm acontecendo em intervalos curtos e com métodos semelhantes, reforçando o clima de insegurança na região.
O caso mais recente ocorreu na madrugada desta segunda-feira (8), quando um homem chegou ao local usando um carrinho de reciclagem. Câmeras de segurança mostram o momento em que ele pula o muro, destrava a porta e começa a retirar objetos da casa. Em seguida, retorna ao imóvel e sai levando uma porta recém-instalada, retirada da residência que passa por reforma. “Não é a primeira vez. A outra vez, acho... não sei se foi por aqui ou foi pelo quintal. E dessa vez foi e levou a porta”, relatou um familiar do proprietário. Ele afirmou ainda que, durante a madrugada, a sensação de insegurança aumenta: “Ninguém vê passar um policial aqui na frente”.
O imóvel invadido estava sendo utilizado como estacionamento e passava por reforma para ser alugado. O parente do dono lamentou a recorrência das ações criminosas: “A gente fica... cadê a segurança? Segurança que eu digo é a polícia, né?”.
Moradores denunciam furtos a comércios e residências em Fortaleza
A sequência de invasões começou em agosto, quando um buffet localizado na mesma rua foi violado por um suspeito que entrou após romper a cerca elétrica. O criminoso teria permanecido cerca de uma hora dentro do espaço, consumindo bebidas e levando outras que seriam usadas em um evento. “Eles adentraram, arrancaram a cerca elétrica e acredito que deve ter passado em torno de uma hora aqui dentro do buffet, escolhendo o que ia levar e até beber. Dentro do buffet eles beberam também”, disse o proprietário, que preferiu não se identificar.
Dois meses depois, outra casa vizinha foi alvo dos criminosos. O suspeito retirou o portão do trilho para entrar, mas fugiu após uma das moradoras gritar ao perceber a movimentação. Segundo moradores, a instalação de cercas elétricas, câmeras e sensores de movimento tem sido necessária para tentar coibir novas ações. “Devido ao que eles fizeram aqui, eu tive que refazer toda a cerca elétrica, botar câmera, botar sensor de movimento para inibir. E estou pagando segurança também”, afirmou o dono do buffet.
A população relata que os furtos e invasões tornaram-se comuns na rua e teme que novos casos ocorram caso não haja reforço policial.
A Polícia Civil informou que as investigações estão sob responsabilidade do 21º Distrito Policial e reforçou a importância do registro das ocorrências. Já a Polícia Militar disse que o patrulhamento na área é realizado por equipes de diversos batalhões. Moradores, no entanto, afirmam que a presença policial ainda é insuficiente diante da frequência dos crimes.




