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Saiba qual o verdadeiro nome do repórter Águia Dourada, que morreu no último sábado

Conhecido por unir irreverência e seriedade, sempre trajando sua capa característica, ele deixou um legado de coberturas tocantes que retratam a realidade da sociedade cearense

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Saiba qual o verdadeiro nome do repórter Águia Dourada, que morreu no último sábado
Foto: GCMais

O repórter Águia Dourada, um dos mais marcantes nomes do jornalismo cearense, que marcou época atuando junto à TV Cidade Fortaleza, morreu no último sábado (6), gerando comoção entre público e colegas de profissão. Saiba qual era o nome verdadeiro do repórter.

Águia Dourada, na realidade, se chamava Edson Miguel Dias. A identidade real do jornalista, muitas vezes celebrada entre amigos e familiares, era pouco conhecida do grande público – que o conhecia mesmo apenas pelo seu nome de trabalho. Nos últimos anos, Edson Miguel vinha lutando contra complicações de saúde, o que motivou seu afastamento da televisão em julho de 2021.

Ao longo da trajetória, acompanhou cenas tristes, inusitadas e narrou, com seu jeito peculiar, o que via nas ruas das periferias da capital cearense. “É no pique e na agilidade”, “É bala, muita bala!”, são alguns dos bordões marcantes do repórter pela TV Cidade de Fortaleza ao longo das últimas duas décadas.

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Águia Dourada ganhou notoriedade já nos anos 1990 e ficou por três décadas no ar como repórter policial, comparado frequentemente a Gil Gomes pela energia e carisma genuinamente cearense no jornalismo. Sua presença no Cidade 190 cativou o público de Fortaleza com coberturas ágeis de crimes e ocorrências, tornando-se um dos personagens mais emblemáticos da emissora. Em 2023, ele recebeu a TV Cidade lembrando sua trajetória.

Sepultamento

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Águia Dourada, um dos comunicadores mais emblemáticos da televisão cearense, foi sepultado na manhã deste domingo (7) em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores compareceram à cerimônia para prestar as últimas homenagens ao repórter.

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Conhecido por unir irreverência e seriedade, sempre trajando sua capa característica, ele deixou um legado de coberturas tocantes que retratam a realidade da sociedade cearense. Mesmo afastado da TV desde julho de 2021, sua presença e criatividade permanecem lembradas por colegas e telespectadores.

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Trabalho

As matérias feitas pelo irreverente repórter caíram no gosto do público. No YouTube e nas redes sociais, canais e páginas replicam cenas de Águia Dourada em reportagens sobre o cotidiano de garotas de programa e assaltos. “Fiz matérias de cueca mostrando como o povo é roubado. Passou na Record, em todos os programas. Em outras matérias, eu gravei saindo de um caixão para mostrar para o jovem qual é o destino de quem escolhe o crime”, relembrou o comunicador, ao falar sobre sua trajetória, em 2021.

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Uma das reportagens mais inusitadas, segundo a avaliação de Águia Dourada, contou com a parceria de longa data com Roberto César, ex-repórter do Cidade 190 e apresentador do Cidade Alerta Ceará, falecido em meados de 2016. “A gente fez uma matéria mostrando o lado do rico e do pobre. A TV Cidade alugou uma limusine e eu fiz papel de um árabe. O nosso saudoso Roberto cobria a matéria e a gente foi até um hospital particular, eu fingindo ser um árabe que tinha passado mal em um avião. Só perceberam que era o Águia quando eu já estava rodeado de médicos. Depois mostramos o lado do pobre, como ele é tratado”, relembra.

“Fiz matérias de cueca mostrando como o povo é roubado. Passou na Record, em todos os programas. Em outras matérias, eu gravei saindo de um caixão para mostrar para o jovem qual é o destino de quem escolhe o crime”, relembrou o comunicador.

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