O influenciador digital e guia de turismo conhecido nas redes como Guia Marcelo publicou um vídeo feito com inteligência artificial (IA) reproduzindo a imagem de diversos apresentadores que marcaram época na TV brasileira e que deixaram saudade entre o público.
No vídeo, que tem viralizado nas redes, é possível ver figuras como Silvio Santos, Hebe Camargo, Chacrinha e Gugu Liberato. O conteúdo, que viralizou nas redes sociais nas últimas horas, usa ferramentas avançadas de inteligência artificial para trazer de volta as personalidades icônicas da TV.
No perfil do Instagram, o influenciador também aparece ao lado de outras personalidades recriadas com IA, como a Rainha Elizabeth II, da Inglaterra.
A produção reacende discussões sobre o papel da IA no entretenimento, similar ao fenômeno Marisa Maiô, mas focada em reviver lendas da TV que partiram, gerando engajamento entre gerações. Alguns dos internautas elogiam a inovação para preservar a memória cultural, enquanto outros questionam ética na recriação de vozes e imagens póstumas sem autorização familiar.
Vídeo usa IA para "reviver" apresentadores de TV icônicos do Brasil; confira
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Como funciona a recriação da imagem de pessoas famosas por meio de IA?
A recriação de imagem de pessoas famosas por IA combina grandes bancos de dados de fotos com modelos matemáticos capazes de “aprender” padrões de rosto, corpo, voz e gestos. Em termos simples, a máquina não “vê” quem é a pessoa, mas reconhece formas, proporções e texturas que lembram aquele indivíduo e gera novas imagens ou vídeos a partir disso.
Os sistemas mais usados para recriar celebridades são modelos generativos de imagem e vídeo, como redes neurais profundas do tipo difusão ou GANs. Eles são treinados com milhares ou milhões de fotos de rostos humanos, em diferentes ângulos, idades, iluminações e expressões, até aprenderem a representar estatisticamente como um rosto coerente deve parecer.
Quando a ideia é se aproximar de alguém específico, há duas possibilidades técnicas principais:
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O modelo foi treinado com muitas imagens daquela pessoa (por exemplo, fotos públicas, frames de TV, entrevistas), de modo que ele aprende o “estilo” visual daquele rosto.
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Ou usa-se um modelo genérico e adiciona-se uma etapa de “afinamento” (fine-tuning) com um conjunto menor de fotos da celebridade, para aproximar o resultado final.
Em ambos os casos, o modelo não copia uma foto exata: ele gera uma nova imagem, combinando traços aprendidos, mas que pode ser extremamente parecida com a pessoa real.
Limites, riscos e questões éticas
Do ponto de vista técnico, a principal limitação é a qualidade e a quantidade de material disponível da pessoa. Quanto mais fotos e vídeos nítidos, de diferentes épocas e ângulos, melhor a recriação. Ao mesmo tempo, essa facilidade levanta riscos importantes:
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Uso sem consentimento da imagem e voz, especialmente de pessoas falecidas ou de quem não autorizou.
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Criação de conteúdos enganosos (falsas declarações, cenas que nunca aconteceram), com potencial de difamar, manipular opinião pública ou fraudar contratos.
Por isso, muitas plataformas tentam impor bloqueios para figuras públicas, exigem rótulos de conteúdo sintético ou desaconselham o uso comercial sem autorização do retratado ou da família. Em termos legais, a discussão envolve direito de imagem, direitos autorais conexos e, em alguns países, normas específicas sobre deepfakes, mas a regulamentação ainda está em construção.




