A cearense Lucinete Freitas, de 55 anos, foi encontrada morta em uma zona de mata na cidade de Amadora, na região metropolitana de Lisboa, em Portugal. Ela estava desaparecida desde o dia 5 de dezembro. O caso é investigado pela Polícia Judiciária portuguesa.
Segundo as autoridades, uma mulher de 43 anos, de nacionalidade brasileira, foi presa nesta sexta-feira (19) “por fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado”. A suspeita também é investigada pelos crimes de profanação e ocultação de cadáver. A polícia não divulgou detalhes sobre o que teria motivado o assassinato.
De acordo com a Polícia Judiciária, o corpo de Lucinete foi localizado em uma área de mata, coberto por objetos, em uma tentativa de ocultação. A descoberta ocorreu após um trabalho contínuo de investigação iniciado depois do registro do desaparecimento da brasileira.
O último contato de Lucinete com a família ocorreu na noite do dia 5 de dezembro. Por mensagem enviada ao marido, Teodoro Júnior, ela informou que viajaria para o Algarve, no sul de Portugal, acompanhada de uma amiga.
No entanto, segundo Teodoro, ele não conhece essa pessoa. “Esse é o grande mistério. Não sabemos quem é essa pessoa”, afirmou.
No dia seguinte ao desaparecimento, Lucinete deveria visitar um apartamento que seria alugado pela família. O imóvel fazia parte do planejamento para a mudança definitiva do marido e do filho do casal, de 14 anos, para Portugal em 2026.
A responsável pela locação informou que Lucinete não compareceu à visita. Desde então, Teodoro tentou contato por mensagens e ligações, sem sucesso.
“Depois disso, mandei mensagens, ela visualizou, mas não respondeu. Liguei várias vezes e não atendia. Foi aí que percebi que algo estava errado”, relatou.
Relatos sobre a rotina da vítima
Lucinete morava sozinha em um quarto alugado na cidade de Amadora e trabalhava como babá. Segundo o marido, o empregador contou que, em outra ocasião, a cearense apareceu acompanhada de uma jovem, apresentada como uma amiga que teria conhecido em um ônibus.
“Ela é muito aberta, faz amizade facilmente”, comentou Teodoro.
Providências adotadas pela família
Durante o período em que buscava informações sobre o paradeiro da esposa, Teodoro entrou em contato com a Embaixada do Brasil em Portugal e com o Ministério das Relações Exteriores para comunicar o desaparecimento.
Após a confirmação da morte, ele descreveu a esposa como uma pessoa dedicada e trabalhadora. “Ela é uma pessoa vaidosa, que gosta de passear, tirar fotos, é uma mulher muito guerreira, muito trabalhadora, uma pessoa justa, honesta”, disse.
Situação da investigação
A Polícia Judiciária informou que a suspeita presa será apresentada à Justiça para o primeiro interrogatório judicial, quando serão definidas as medidas de coação. O caso segue sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades portuguesas.




