O vulcão Kilauea, localizado no Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, na Ilha Grande do Havaí, retomou sua atividade eruptiva nesta quarta-feira (24), conforme relatório do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Um dos cinco vulcões ativos do estado americano e considerado o mais previsível do planeta, o Kilauea iniciou a erupção por volta das 6h locais (17h de terça-feira no horário de Brasília), com fontes de lava sendo expelidas da cratera Halemaʻumaʻu, no cume do vulcão.
Imagens ao vivo divulgadas pelo USGS mostram jatos de lava atingindo até 100 metros de altura, iluminando o céu noturno da região, sem ameaças imediatas a comunidades próximas.
A erupção atual ocorre após um período de relativa calmaria desde setembro de 2025, mas faz parte de uma série intensa de eventos que marcou o ano. Desde dezembro de 2024, o Kilauea registrou mais de 36 erupções episódicas, com picos de atividade em maio e novembro, quando fontes de lava alcançaram 300 metros.
O USGS elevou o nível de alerta para "Watch" (código laranja para aviação), destacando emissões de gases vulcânicos como dióxido de enxofre (até 75 mil toneladas por dia) e partículas finas conhecidas como "cabelo de Pele", que podem irritar olhos e vias respiratórias em áreas downwind. A lava permanece confinada à caldeira, cerca de 1 km de diâmetro, sem avançar para zonas habitadas.
Kilauea é emblemático por sua longevidade eruptiva: entre 1983 e 2018, a erupção Puʻu ʻŌʻō foi a mais longa e volumosa dos últimos 500 anos, adicionando 144 hectares à costa da ilha com fluxos de lava. Eventos recentes, como a destruição de centenas de casas em 2018, reforçaram sistemas de monitoramento avançados.
Autoridades do Havaí orientam visitantes e moradores a evitar o parque durante a noite e usar máscaras em caso de ventos favoráveis aos gases. Cientistas preveem que a erupção pode durar horas ou dias, com réplicas sísmicas frequentes precedendo novos episódios.
O fenômeno atrai turistas e pesquisadores, mas ressalta os riscos da "Zona de Fogo do Pacífico". O governador Josh Green monitora a situação, e transmissões ao vivo no YouTube do USGS permitem observação remota segura. Atualizações continuam sendo emitidas para garantir a segurança pública.




