Nesta segunda-feira, 29 de dezembro de 2025, completam-se três anos da morte de Edson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, o maior jogador de futebol de todos os tempos. Aos 82 anos, o Rei faleceu no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, vítima de falência múltipla de órgãos decorrente de um câncer de cólon diagnosticado em 2021. Sua partida gerou comoção mundial, com velório na Vila Belmiro, estádio do Santos, e sepultamento no Memorial Necrópole Ecumênica, onde um mausoléu de 200 m² homenageia sua memória com estátuas de latão e grama sintética ao redor. O local recebe visitantes diários de diversos países, perpetuando o legado do tricampeão mundial.
Pelé nasceu em 23 de outubro de 1940, em Três Corações (MG), e brilhou no futebol a partir de Bauru (SP), onde jogou no Ameriquinha e Bauru Atlético Clube. No Santos, desde 1956, marcou 1.283 gols em 1.363 jogos — recorde Guinness, incluindo amistosos —, conquistando 10 Paulistas, 6 Brasileiros, 2 Libertadores e 2 Mundiais Interclubes. Pela Seleção Brasileira, único tricampeão de Copas (1958, 1962, 1970), com 77 gols oficiais. Eleito Atleta do Século pelo COI e Bola de Ouro da France Football sete vezes, Pelé revolucionou o esporte com dribles, visão de jogo e gols impossíveis.
Seu impacto transcendeu o campo. Como embaixador da boa vontade da ONU desde 1994, ele defendeu causas como paz mundial, educação e combate à pobreza, usando sua imagem global para arrecadar fundos e sensibilizar sobre desigualdades. No Brasil, como Ministro Extraordinário do Esporte (1995-1998), ajudou a aprovar a Lei Pelé, que modernizou o futebol profissional e beneficiou jogadores de baixa renda, muitos negros como ele.
Pelé também combatia o racismo de forma indireta: em 1969, ao marcar seu milésimo gol no Maracanã, dedicou a vitória às crianças carentes das periferias, alertando para a exclusão social. Sua ascensão como homem negro pobre de Três Corações (MG) a ícone mundial inspirou gerações, elevando a autoestima da população negra e abrindo portas em um país marcado pelo racismo estrutural, mesmo sem discursos mais militantes, como os de Muhammad Ali.
Três anos após sua morte, o legado de Pelé permanece vivo. A CBF, agora sob a presidência de Samir Xaud, promete preservar sua história, com homenagens em eventos como os 85 anos que completaria em outubro de 2025. Herdeiros recebem royalties de músicas por 70 anos, e sua viúva, Márcia Aoki, herdou 30% dos bens, incluindo a casa em Guarujá.
No Santos, ele é eterno artilheiro; na Seleção, símbolo do penta sonhado. Em 2025, debates sobre o "maior de todos" persistem, mas Pelé inspira juventudes revolucionárias e o futebol global. Seu atestado de óbito registra: insuficiência renal, cardíaca, broncopneumonia e adenocarcinoma. O Rei partiu, mas o futebol se lembrará eternamente.




