Após ser capturado em uma operação militar dos Estados Unidos neste sábado (3), em Caracas, o presidente venezuelano Nicolás Maduro deverá responder à Justiça americana em Nova York. Enquanto aguarda o julgamento, ele permanecerá em uma prisão federal de segurança máxima.
O destino previsto é o Centro de Detenção Metropolitano (MDC) do Brooklyn, a única unidade federal na cidade que abriga tanto presos provisórios quanto condenados considerados de alto risco. Atualmente, segundo dados oficiais, cerca de 1.336 detentos estão no local.
Ainda não se sabe se Maduro ficará em uma área isolada da prisão até a audiência de custódia, marcada para segunda-feira (5). Sua esposa, Cilia Flores, que também foi detida, permanecerá separada dele.
O MDC Brooklyn foi inaugurado no início da década de 1990 pelo Departamento Penitenciário Federal dos EUA e se tornou referência para a custódia de réus envolvidos em casos de grande repercussão nacional e internacional.
Ao longo dos anos, a unidade recebeu nomes de destaque que marcaram os noticiários globais, como Joaquín “El Chapo” Guzmán, chefe do Cartel de Sinaloa, condenado à prisão perpétua por tráfico de drogas; o rapper Sean “Diddy” Combs; a socialite Ghislaine Maxwell, ligada ao caso Jeffrey Epstein; e o empresário Sam Bankman-Fried, fundador da corretora FTX.
O presídio também já abrigou uma figura conhecida do público brasileiro: José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), detido em 2017.
Com histórico de receber detentos de alto perfil, o MDC Brooklyn é considerado uma das prisões federais mais rigorosas dos Estados Unidos, o que garante que Maduro ficará sob rigoroso controle enquanto aguarda os desdobramentos do processo judicial.




