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Brigitte Bardot morreu em decorrência de câncer, revela viúvo

A atriz, que já havia superado um câncer de mama em 1983, foi velada e sepultada nesta quarta-feira (7) no Cemitério Marinho de Saint-Tropez

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Brigitte Bardot morreu em decorrência de câncer, revela viúvo
Foto: GCMais

O viúvo da atriz francesa Brigitte Bardot, Bernard d’Ormale, confirmou que a estrela morreu aos 91 anos em decorrência de um câncer, em entrevista divulgada pela revista Paris Match, nesta quarta-feira (7).

Bardot faleceu no dia 28 de dezembro de 2025, em sua casa La Madrague, em Saint-Tropez, no sul da França, após suportar bem duas cirurgias para tratar o tumor, segundo d’Ormale. Ela havia sido hospitalizada em outubro de 2025 em Toulon para uma cirurgia por grave doença, recebendo alta no mesmo mês, e permaneceu consciente até o fim.

A atriz, que já havia superado um câncer de mama em 1983, foi velada e sepultada nesta quarta-feira (7) no Cemitério Marinho de Saint-Tropez, ao lado dos pais, com admiradores reunidos para a cerimônia. D’Ormale destacou que Bardot "não merecia sofrer" e sempre quis retornar à sua residência na Riviera Francesa.

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Após a notícia da morte da atriz, autoridades e colegas se pronunciaram. O presidente francês Emmanuel Macron, por exemplo, prestou homenagem à artista, descrevendo-a como uma “lenda do século” e ressaltando sua contribuição duradoura à cultura francesa e ao cinema mundial.

Brigitte Bardot

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Bardot ficou conhecida mundialmente nas décadas de 1950 e 1960 como um dos maiores ícones de sensualidade e liberdade artística do cinema europeu. Nascida em Paris, em 1934, ela iniciou sua carreira artística como modelo e bailarina antes de se tornar protagonista em filmes que definiram uma nova era de expressão feminina nas telas.

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Seu papel mais emblemático foi no filme E Deus Criou a Mulher (1956), dirigido por Roger Vadim, então seu marido, que projetou Bardot ao estrelato internacional. A personagem que interpretou, Juliette, foi vista como símbolo de ruptura de costumes e um novo olhar sobre a sexualidade feminina, impulsionando sua carreira no cinema francês e estrangeiro.

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Ao longo de sua trajetória, Bardot participou de dezenas de produções cinematográficas de destaque e também investiu em sua carreira musical, gravando diversos discos ao longo da década de 1960. No entanto, sua fama e papel como símbolo sexual foram apenas o início de uma vida marcada por intensas transformações e controvérsias.

No início da década de 1970, Bardot decidiu se afastar definitivamente da atuação. Sua escolha foi motivada pelo desejo de dedicar-se a uma causa que se tornaria central em sua vida: o bem-estar animal. Em 1986, ela fundou a Fondation Brigitte Bardot, organização voltada à proteção de animais que se tornou referência internacional.

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Após sair de cena no mundo da dramaturgia, Brigitte Bardot passou a ocupar os holofotes pela atuação pelos direitos dos animais, mas também por uma sequência de declarações discriminatórias. Ela foi condenada judicialmente na França por incitação ao ódio racial em múltiplas ocasiões, por declarações racistas.

Em 2021, um tribunal de Saint-Denis a condenou a pagar 20 mil euros por insultos racistas contra moradores da ilha de Reunião, após carta de 2019 referindo-se a práticas da população local como "degeneradas" e "bárbaras". Essa foi a sexta condenação similar desde 1997, incluindo multas por comentários contra muçulmanos e imigrantes.

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