A brucelose é uma doença que causa infertilidade nos bois e aborto nas vacas, sem possibilidade de cura
Convênio entre União e Ceará garante compra de vacina contra brucelose bovina
O Governo do Ceará, em parceria com a União, firmou um convênio no valor de R$ 1.635.000 para a aquisição e distribuição da vacina RB51, que previne a brucelose bovina. Com o investimento, serão disponibilizadas entre 231 e 1.000 doses da imunização, que deve ser aplicada uma única vez nas fêmeas, entre três e oito meses de vida. A ação atende a exigência do Ministério da Saúde e visa proteger a saúde do rebanho, reduzir perdas produtivas e garantir a segurança alimentar da população.

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“É uma vacinação que a bezerra toma uma vez na vida só, é uma vacinação para bezerra de 3 a 8 meses de idade, e ela é dada só uma vez, e aí já está livre da zoonose”, explicou Manoela Pimenta, superintendente do Ministério da Agricultura. Segundo a gestora, a execução da vacinação será feita em todo o estado, envolvendo licitação, compra das vacinas e distribuição, com apoio de parceiros como Aprece, Adagre e Imatese. “Vai ser uma força-tarefa, todo mundo unindo as mãos para conseguirmos efetivar essa vacinação por todo o estado sem ter perdas de vacina”, completou.
A brucelose é uma doença que causa infertilidade nos bois e aborto nas vacas, sem possibilidade de cura, podendo ser transmitida a humanos através do manejo do gado, leite não pasteurizado ou carne crua. “Os animais que, acometidos com essa doença, que não são vacinados, eles têm que ser descartados, não são aproveitados inclusive para o consumo, né? Então é questão de saúde pública, onde toda a sociedade se beneficia com essa ação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico”, afirmou Pimenta.
Além do viés sanitário, a vacinação tem impacto social significativo, beneficiando mais de 64 mil pecuaristas do estado. “Além da saúde do rebanho, a imunização visa reduzir as perdas produtivas e garantir a segurança alimentar da população”, reforçou Pimenta, destacando que o programa ajuda a proteger o trabalho de pequenos e grandes produtores.
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O Ceará é o segundo maior produtor de leite do Nordeste, com produção superior a 1 bilhão de litros por ano. No segundo semestre de 2025, a captação de leite cru no estado registrou crescimento de 34%, o maior percentual do país. “O nosso estado, ele é muito rico na bacia leiteira, né? Hoje produzimos 3 milhões de litros de leite por dia, só no Sertão Central são 1 milhão de litros. Então temos realmente esse grande volume e precisamos desse incentivo, desse subsídio para garantir a saúde das pessoas e a qualidade do rebanho”, explicou Péricles Montezuma, diretor de Pecuária.
O CEO da Fazenda Mário Carvalho destacou que, embora grande parte da produção de leite seja realizada por pequenos produtores, isso não compromete a qualidade. “Apesar de que no estado do Ceará e no Brasil como um todo, o leite é produzido, realmente, em grande parte por pequenos produtores, isso não quer dizer que não tenha qualidade. Esses pequenos produtores, de certa forma, são obrigados a terem qualidade, a mesma qualidade que um grande produtor”, afirmou.
Carvalho acrescentou que a exigência de qualidade é necessária, pois o leite produzido abastece grandes indústrias dentro e fora do Ceará. “Então o padrão de qualidade realmente do nosso leite produzido no estado do Ceará tem que ser de alta qualidade, não tem como abrir mão da qualidade porque a indústria realmente exige isso e o consumidor merece isso”, concluiu.
Com a vacinação e os incentivos do convênio, o Ceará reforça sua posição como grande produtor de leite do Nordeste, assegurando a saúde do rebanho, a qualidade do produto e a proteção dos pecuaristas frente às doenças que ameaçam a produção.
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