Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra o momento exato em que a advogada Tayane Dalazen, de 36 anos, é mordida por um tubarão-lixa durante um mergulho em Fernando de Noronha. O ataque ocorreu na última sexta-feira (9), enquanto a turista praticava mergulho de apneia em uma área bastante frequentada por visitantes do arquipélago. O caso está sendo investigado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
As imagens foram registradas pelo condutor de visitantes Filipe Dicaprio e revelam diversos tubarões nadando próximos à superfície no momento em que Tayane inicia a descida. Em determinado instante, um dos animais se aproxima e morde a perna da turista, causando pânico entre as pessoas que acompanhavam o mergulho.
Outro trecho do vídeo mostra um condutor de visitantes utilizando uma câmera para atingir um dos tubarões que circulavam na região, atitude que também chamou a atenção de ambientalistas e autoridades responsáveis pela preservação do local.
O mergulho aconteceu em frente à Associação de Pescadores, ponto conhecido por atrair turistas interessados em observar tubarões-lixa, que costumam se aglomerar naquela área. Especialistas e ambientalistas alertam que a presença constante dos animais pode estar relacionada à alimentação irregular, prática considerada inadequada e perigosa tanto para os tubarões quanto para os visitantes.
No momento do ataque, Tayane estava acompanhada de duas amigas e do guia de turismo Erivaldo Alves da Silva, conhecido como Nego Noronha. Após a mordida, ela recebeu ajuda imediata do guia e de pescadores que estavam em embarcações próximas ao local.
A turista também contou com o apoio da amiga Caroline Pereira, dermatologista, que realizou a limpeza inicial do ferimento ainda no local. Em seguida, Tayane foi levada ao Hospital São Lucas, onde recebeu atendimento médico, passou por avaliação e recebeu alta pouco tempo depois.
Em nota, o ICMBio informou que abriu uma investigação para apurar as circunstâncias do ocorrido, incluindo o comportamento dos visitantes e possíveis irregularidades na condução turística na área. O órgão reforça que Fernando de Noronha é uma unidade de conservação e que a interação com a fauna marinha deve seguir regras rígidas para garantir a segurança de pessoas e animais.




