Altas temperaturas exigem cuidados e aumentam atendimentos nas unidades de saúde
Calor intenso pode causar desidratação e insolação; saiba quando procurar a UPA
O calor intenso registrado no Ceará em determinados períodos do ano pode provocar impactos diretos na saúde da população, com quadros que vão de sintomas leves a situações graves. A exposição prolongada às altas temperaturas favorece ocorrências como desidratação, tontura e desmaios, o que leva muitas pessoas a buscar atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs.

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Especialistas alertam que adotar medidas simples no dia a dia é fundamental para reduzir os riscos à saúde durante os dias mais quentes, além de reconhecer os sinais de alerta que indicam a necessidade de procurar uma unidade de saúde.
De acordo com o médico e gerente do cuidado das Unidades de Pronto Atendimento estaduais, Tarcylio Esdras, o calor pode desencadear diferentes quadros clínicos. “Existe uma situação chamada de exaustão pelo calor, que é quando a exposição é maior ao calor e o paciente evolui com fraqueza intensa, náuseas, vômitos e dor de cabeça. Há também uma condição bem mais grave que é a insolação, que também é conhecida como golpe de calor, que é uma emergência médica grave, com risco de morte. Essa situação é caracterizada por um aumento expressivo da temperatura corporal, alterando até mesmo o nível de consciência do paciente, sendo a condição mais grave desse quadro”, explica.
A insolação é considerada uma emergência e exige atendimento imediato, principalmente quando há alteração do estado mental e febre elevada.
Doenças crônicas aumentam riscos em dias de calor
Pessoas com doenças crônicas estão entre as mais vulneráveis aos efeitos do calor intenso. Segundo o médico, pacientes com problemas cardíacos, respiratórios e renais podem apresentar descompensação do quadro clínico durante períodos de altas temperaturas. “O calor pode trazer descompensação de doenças crônicas, assim como pacientes que têm problemas cardíacos, respiratórios e renais, podem ter o quadro agravado por causa do calor”, afirma.
Ele destaca ainda que idosos e crianças apresentam maior risco, já que o organismo tem mais dificuldade para regular a temperatura corporal. Além disso, o clima seco e a poluição contribuem para o agravamento de doenças respiratórias.
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UPAs atendem principalmente casos de desidratação
Segundo Tarcylio Esdras, as UPAs recebem com frequência pacientes com sinais associados ao calor intenso. “O mais comum nas UPAs são casos de desidratação, crise de pressão arterial, falta de ar, coração acelerado, urina escura que indica sinal de desidratação, mal-estar geral, principalmente em idosos ou aqueles trabalhadores que trabalham expostos ao sol e, principalmente, os pacientes com doenças crônicas. Todos esses sinais podem indicar uma emergência médica e, por isso, precisa ser procurado atendimento imediato”, orienta.
Entre os principais cuidados para evitar complicações estão ingerir bastante líquido, evitar exposição prolongada ao sol, usar roupas leves, buscar locais ventilados ou com sombra e manter uma alimentação leve. O médico reforça que a prevenção é a principal forma de reduzir os impactos do calor intenso e evitar a necessidade de atendimento de urgência.
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