Com mais tempo livre durante as férias, as brincadeiras das crianças se intensificam — e os riscos também. Quedas simples, muitas vezes dentro de casa e também nos parquinhos, têm levado crianças e adolescentes a hospitais, acendendo um alerta para pais e responsáveis.
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Um levantamento do Instituto José Frota (IJF) aponta que as quedas envolvendo crianças lideram os atendimentos desse público na emergência. Segundo Jamile Mineu, coordenadora de Enfermagem do IJF, “só para se ter uma ideia, durante todo o ano passado foram mais de 6.500 atendimentos. Dezembro liderou esse ranking, com quase 625 crianças e adolescentes que precisaram de atendimento por esse motivo.” Ela explica que “a gente vê que esse número é por conta do período de férias, período festivo também, que pode ocasionar justamente esses acidentes nas crianças que ficam maior tempo em domicílio ou com pouca supervisão de adultos e pode ocasionar esses acidentes também.”
Escadas, camas, sofás e brincadeiras nos parquinhos, principalmente em camas elásticas sem proteção, estão entre as situações mais comuns atendidas pela equipe médica. Jamile reforça que “medidas simples de segurança podem evitar grande parte desses acidentes. A gente sempre faz as campanhas de prevenção de acidentes em crianças, principalmente nesse período. Aumentar a vigilância dessa criança no ambiente domiciliar ou em parquinhos. A questão das quedas de altura também são bem importantes, que podem ocasionar esses traumas graves. Então essa criança sempre está nessa vigilância do adulto.”
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Além das quedas, o IJF registra um número expressivo de admissões de crianças vítimas de afogamento. A coordenadora alerta: “Mesmo que a criança saiba nadar, sempre utilizar as boias para ter essa proteção e ter a vigilância de um adulto.” Em caso de queda, sinais como dor intensa, sonolência, vômitos ou dificuldade para se movimentar indicam a necessidade de buscar atendimento imediato, com atenção especial para traumas na cabeça.
O alerta do IJF é claro: com atenção, supervisão e ambientes mais seguros, é possível evitar acidentes, emergências cheias e garantir férias mais tranquilas para as crianças. Como destaca Jamile Mineu, “a prevenção é que vai nos ajudar a diminuir justamente esse problema da questão dos traumatismos, dos acidentes e isso a gente vê com a diminuição da superlotação nas emergências.”
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