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Papudinha: lugar onde Bolsonaro ficará preso já abriga outras autoridades; saiba quem são

A transferência de Bolsonaro foi determinada nesta quinta-feira pelo ministro Alexandre de Moraes

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Papudinha: lugar onde Bolsonaro ficará preso já abriga outras autoridades; saiba quem são
Foto: GCMais

O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, local para onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) será transferido, já abrigou diversas autoridades ao longo dos últimos anos. Entre os detentos que passaram pela unidade estão o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques, além de nomes da política do Distrito Federal.

A transferência de Bolsonaro foi determinada nesta quinta-feira pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em despacho, o magistrado ordenou a saída do ex-presidente da Superintendência da Polícia Federal no DF para uma sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da PM-DF, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.

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“A Papudinha” é uma área reservada do batalhão e recebe, principalmente, policiais militares presos ou autoridades com prerrogativas legais específicas. O local também abrigou integrantes da antiga cúpula da PM-DF, investigados por suposta omissão durante os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Esses oficiais foram posteriormente soltos e aguardam julgamento no STF.

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Em 2023, o ex-ministro Anderson Torres foi levado ao batalhão após ser preso ao retornar ao Brasil, depois dos ataques às sedes dos Três Poderes. Delegado da Polícia Federal, Torres permaneceu cerca de quatro meses detido preventivamente e, mais tarde, foi condenado na mesma ação que envolveu Bolsonaro, recebendo pena de 24 anos de prisão.

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Outro nome que passou pela “Papudinha” foi Benedito Domingos, vice-governador do Distrito Federal entre 1999 e 2002, durante a gestão de Joaquim Roriz. Em 2016, ele ficou aproximadamente seis meses detido no local após condenação por corrupção passiva e fraude em licitações relacionadas ao período em que foi administrador de Taguatinga, sendo posteriormente autorizado a cumprir prisão domiciliar por problemas de saúde.

Também esteve preso no 19º BPM o ex-secretário de Saúde do DF Francisco Araújo, afastado do cargo em 2020. Ele foi detido preventivamente sob suspeita de irregularidades na compra de testes para Covid-19, mas acabou sendo solto e, em 2023, absolvido das acusações.

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