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Fortaleza anuncia reajuste de 5,4% no piso dos professores após medida assinada por Lula

A medida, segundo o gestor, beneficia mais de 14 mil servidores, entre efetivos e substitutos

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Fortaleza anuncia reajuste de 5,4% no piso dos professores após medida assinada por Lula
Foto: GCMais

Após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar, na tarde desta quarta-feira (21), a Medida Provisória que definiu um reajuste de 5,4% no piso nacional do magistério, o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), anunciou que o município irá aplicar o novo valor para os professores da rede municipal de ensino. A medida, segundo o gestor, beneficia mais de 14 mil servidores, entre efetivos e substitutos.

Com o reajuste definido pelo Ministério da Educação (MEC), o piso nacional dos professores passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63, considerando a jornada de 40 horas semanais. Prefeituras e governos estaduais são obrigados a garantir esse valor mínimo, mas não necessariamente a aplicar o mesmo percentual de reajuste em toda a carreira, desde que nenhum profissional receba abaixo do piso estabelecido.

Em publicação nas redes sociais, Evandro Leitão aparece ao lado do secretário da Educação de Fortaleza, Idilvan Alencar, e informa que já encaminhou à Câmara Municipal o Projeto de Lei que atualiza o valor do piso. De acordo com o prefeito, a previsão é que o pagamento ocorra na folha de fevereiro, com efeito retroativo à data-base da categoria, fixada em 1º de janeiro.

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“Fortaleza, assim como já tinha feito em 2025, vamos fazer em 2026 aderindo ao reajuste do piso nacional da categoria. Nós, imediatamente, já iremos implantar”, afirmou Evandro. O secretário Idilvan Alencar reforçou que “nada mais justo que cumprir a lei do piso”. Na postagem, no entanto, não há detalhamento sobre eventual repercussão do índice na carreira, ou seja, não foi especificado se o percentual será aplicado automaticamente em todos os níveis de progressão dos professores.

Mudança no cálculo do piso a partir de 2026

A Medida Provisória assinada por Lula promoveu uma mudança significativa na forma de cálculo do reajuste do piso do magistério. Pela regra original prevista na Lei nº 11.738/2008, conhecida como Lei do Piso, o reajuste anual deveria acompanhar a variação do Valor Aluno Ano (VAA) do Fundeb, indicador que mede o investimento mínimo por estudante na educação básica.

Pelo cálculo tradicional, o reajuste previsto para 2026 seria de apenas 0,37%, percentual considerado insuficiente para recompor as perdas inflacionárias acumuladas pelos profissionais da educação. Diante desse cenário, o Governo Federal optou por alterar a fórmula de correção por meio da Medida Provisória.

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A nova metodologia passou a considerar dois fatores: a inflação acumulada do ano anterior, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), e 50% da média do crescimento real das receitas do Fundeb nos últimos cinco anos. Com essa combinação, segundo o Governo Federal, o reajuste garante a reposição inflacionária e assegura ganho real aos salários do magistério.

A Medida Provisória também estabelece que o reajuste do piso nunca poderá ser inferior à inflação anual. A mudança foi discutida e pactuada no Fórum Permanente de Acompanhamento do Piso Salarial Profissional Nacional, que reúne representantes do governo federal, de trabalhadores da educação e de gestores públicos das redes municipais e estaduais.

MP tem efeito imediato e aguarda aval do Congresso

Com a assinatura da Medida Provisória nesta quarta-feira (21), o piso salarial nacional dos professores da educação básica pública passa a valer imediatamente em todo o país. Para 2026, o reajuste de 5,4% representa um ganho real de 1,5% acima da inflação de 2025, que foi de 3,9%, segundo o INPC.

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A legislação determina que as remunerações dos profissionais da educação básica sejam pagas por estados e municípios com recursos do Fundeb, além das complementações da União. Por se tratar de uma Medida Provisória, o texto já está em vigor, mas ainda precisa ser analisado e aprovado pelo Congresso Nacional para se tornar lei definitiva.

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