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Relógio do Juízo Final marca 85 segundos para a meia-noite, menor tempo já registrado na história

O Relógio do Juízo Final é uma metáfora visual para comunicar o quão perto a humanidade estaria de uma catástrofe global causada por ameaças de origem humana.

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Relógio do Juízo Final marca 85 segundos para a meia-noite, menor tempo já registrado na história
Foto: GCMais

Nesta terça-feira (27), o Bulletin of the Atomic Scientists atualizou o simbólico Relógio do Juízo Final (“Doomsday Clock”) para 85 segundos para a meia-noite, o menor tempo já registrado desde sua criação em 1947 — um alerta sobre os riscos globais que ameaçam a humanidade.

O Relógio do Juízo Final é uma metáfora visual para comunicar o quão perto a humanidade estaria de uma catástrofe global causada por ameaças de origem humana. Quanto mais próximos da meia-noite os ponteiros estiverem, maior é o perigo percebido de destruição ou colapso da civilização.

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Desde a última atualização, em 2025, quando o relógio marcava 89 segundos para a meia-noite, os cientistas observaram uma intensificação dos riscos existenciais, levando o indicador quatro segundos adiante.

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Segundo a declaração oficial do grupo, fatores como tensões nucleares crescentes, rivalidades entre grandes potências e a erosão da cooperação internacional motivaram a mudança. Na visão dos especialistas, governos de países como Estados Unidos, Rússia e China adotaram posturas cada vez mais agressivas e nacionalistas, prejudicando tratados e mecanismos que antes ajudavam a reduzir os riscos globais.

Além das disputas nucleares, os conflitos em curso, como a guerra na Ucrânia e os enfrentamentos no Oriente Médio, contribuíram para o aumento do risco percebido, ampliando a sensação de instabilidade no cenário internacional.

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Outro componente citado pelos cientistas foi o avanço desregulado da inteligência artificial e seu uso potencial tanto em comandos militares quanto na disseminação de desinformação, tornando a crise global não apenas militar, mas também tecnológica e social.

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Os efeitos das mudanças climáticas, consideradas uma ameaça existencial de longo prazo, também pesaram na decisão de mover o relógio mais próximo da meia-noite, dado que a falta de respostas eficazes às alterações ambientais continua agravando os riscos à sobrevivência humana.

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A presidente do Bulletin of the Atomic Scientists, Alexandra Bell, ressaltou que cada segundo conta nessa contagem simbólica e que a humanidade está no ponto mais próximo da meia-noite desde que o relógio foi introduzido.

A atualização anual do Relógio do Juízo Final é feita por uma junta de cientistas e especialistas, entre os quais figuram laureados com o Prêmio Nobel, que avaliam uma série de ameaças globais para definir se a situação mundial piorou ou melhorou no último ano.

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Apesar da gravidade do sinal dado pelos 85 segundos para a meia-noite, os responsáveis pela iniciativa afirmam que ainda é possível voltar os ponteiros se líderes globais e sociedades adotarem medidas concretas para reduzir as ameaças nucleares, climáticas e tecnológicas que hoje desafiam a estabilidade e a segurança do planeta.

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O que é o Relógio do Juízo Final

O Relógio do Juízo Final é uma metáfora do quão próxima está a humanidade da autoaniquilação. Quanto mais perto da meia-noite estiverem os ponteiros do relógio, mais próximo estaria também o mundo do seu fim.

A cada ano, a junta de ciência e segurança do Boletim e seus patrocinadores, entre os quais figuram 11 prêmios Nobel, tomam a decisão de reposicionar os ponteiros deste relógio simbólico. Ele foi criado em 1947, depois da Segunda Guerra Mundial. Na época, faltavam sete minutos para a meia-noite. O relógio chegou a ficar a 17 minutos para o horário do apocalipse depois do fim da Guerra Fria, em 1991.

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Todos os anos, o anúncio destaca a complexa teia de riscos catastróficos enfrentados pela humanidade, incluindo armas de destruição em massa, colapsos ambientais e tecnologias problemáticas.

 

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