O estado do Ceará vive, atualmente, a segunda pior pré-estação já registrada, em volume de chuvas, segundo dados da Funceme
Ruas de Fortaleza têm alagamentos e quedas de árvores após fortes chuvas
Transtornos diversos vêm sendo registrados em Fortaleza e municípios da Região Metropolitana, na manhã desta terça-feira (27), em meio às fortes chuvas, incluindo quedas de árvores nas vias públicas. Foram observados casos do tipo em diferentes bairros.

Uma queda de árvore foi observada na Rua Raimundo Arruda, no bairro Parquelândia, tomando ao menos metade da via. As ruas Azevedo Bolão e Gustavo Sampaio também registraram alagamentos e árvores caídas, com carros tendo dificuldade em transitar. No bairro Itaperi, foram vistas árvores caídas na Rua Dr. Manuel Teófilo.
No bairro Prefeito José Walter, vias ficaram completamente alagadas, dificultando a passagem de veículos. Ainda circulam, nas redes, imagens de vias alagadas na Avenida Rogaciano Leite, no bairro Jardim das Oliveiras.
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Conforme monitoramento da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Funceme), a cidade de Fortaleza já registrou 63,8 milímetros de chuva desde a meia-noite desta terça-feira (27). A temperatura máxima, ainda segundo a Fundação, era de 24,3 °C durante as primeiras horas da manhã. O monitoramento da Funceme aponta ainda que o radar mostra chuva em todos os bairros da capital cearense na manhã desta terça.
O estado do Ceará registrou ao menos 130 municípios com chuva no período de 24 horas entre as 7h da manhã de segunda-feira (26) e as 7h da manhã desta terça-feira (27), conforme dados divulgados pela Funceme.
Trata-se do dia mais chuvoso do ano de 2026 até o momento, segundo os mesmos dados. Antes disso, o dia com mais municípios com chuva havia sido 21 de janeiro, com 90 cidades – destaca-se, no entanto, que os dados desta terça-feira ainda estão sendo enviados dos municípios, de modo que o número real deve aumentar ao longo do dia.
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Confira os postos da Funceme com os maiores registros de chuva nas últimas 24 horas:
Jijoca De Jericoacoara (Posto: JIJOCA DE JERICOACOARA) : 102 mm
Granja (Posto: TIAIA DE BAIXO) : 91 mm
Moraújo (Posto: AÇUDE VÁRZEA DA VOLTA) : 89 mm
Maracanaú (Posto: MARACANAU) : 85 mm
Iguatu (Posto: IGUATU) : 84.5 mm
Chaval (Posto: CHAVAL) : 79 mm
São Gonçalo Do Amarante (Posto: SEDE) : 72 mm
Cedro (Posto: VARZEA DA CONCEICAO) : 67 mm
Bela Cruz (Posto: PRATA) : 67 mm
Independência (Posto: IAPI) : 67 mm
Pré-estação abaixo da média
O estado do Ceará vive, atualmente, a segunda pior pré-estação já registrada, em volume de chuvas, segundo dados divulgados pela Funceme na última quarta-feira (21). A pré-estação mais seca foi observada em 1982, há 44 anos.
O período de pré-estação chuvosa no Ceará compreende os meses de dezembro e janeiro, atuando como fase de transição antes da quadra chuvosa principal, que ocorre de fevereiro a maio. Os resultados abaixo da média para o período geram preocupação sobre as precipitações da quadra chuvosa deste ano.
Em janeiro, foram registrados, até o momento, apenas 10 mm, no estado como um todo; a média para o período, no entanto, é de 100 mm. Os registros de dezembro também foram abaixo da média para o Ceará.
Conforme informado, o prognóstico climático para o trimestre (compreendendo os meses de fevereiro, março e abril) é de 40% de probabilidade de chuvas abaixo da média; 40% de probabilidade de níveis normais de chuvas; e 20% de probabilidade de chuvas acima da média.
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A probabilidade de chuvas abaixo da média preocupa, conforme os analistas da Funceme, inclusive porque hoje a capacidade dos reservatórios do estado gira em torno de 38%, segundo a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (Cogerh).
Dezembro
As chuvas registradas no Ceará em dezembro tiveram um desvio negativo em relação à média histórica: o acumulado médio observado no estado foi de 18,9 milímetros, enquanto a normal climatológica para o mês é de 31,3 milímetros, uma redução em torno de 40%.
A distribuição das chuvas foi irregular entre as regiões cearenses. O centro-norte do estado concentrou os principais desvios negativos, com acumulados abaixo do esperado para o período. Em contrapartida, o centro-sul apresentou municípios com registros acima da média.
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