TRANSTORNOS

Primeira grande chuva de 2026 em Fortaleza deixa diversos pontos alagados

Especialista explica que o crescimento urbano sem planejamento adequado é um dos fatores que agrava o problema.

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29 de janeiro de 2026
Portal GCMAIS

As primeiras chuvas de 2026 em Fortaleza provocaram alagamentos em diversos bairros, deixando ruas e avenidas intransitáveis e causando transtornos para motoristas e pedestres. A Avenida Raimundo Girão, próximo ao canal, e trechos da José Bastos foram alguns dos pontos mais afetados, com água cobrindo os pneus dos carros e prejudicando o tráfego. “Atenção tem que ser bem redobrada. Porque inclusive já tive até prejuízo com o pneu do carro que caiu dentro daquelas tampas de ferro que sai água, enfim, gera muito transtorno”, relatou Clinton Barros, motorista por aplicativo.

Primeira grande chuva de 2026 em Fortaleza deixa diversos pontos alagados
Foto: Reprodução

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No bairro José Valter, algumas ruas ficaram quase intransitáveis, lembrando pequenas lagoas, enquanto avenidas como Silas, Munguba, Expedicionários e Raul Barbosa também sofreram com a água acumulada. O motoboy José Gonzaga resumiu a preocupação de muitos: “Os alagamentos, né? Nas avenidas principalmente. Por conta da sujeira que entope os bueiros… a consequência é drástica aqui em Fortaleza, acaba que sofre todo mundo.” O taxista Anderson Magalhães também destacou os transtornos para quem precisa sair de casa e enfrentar áreas historicamente afetadas.

O professor de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Alexandre Queiroz, explica que o crescimento urbano sem planejamento adequado é um dos fatores que agrava o problema. “Você tem, principalmente a partir dos anos 1970, um crescimento urbano que retira a mata ciliar dos rios. Todas essas características naturais são importantes para absorver a chuva, e com a canalização de rios e córregos e ocupação irregular, quando há eventos extremos com chuvas maiores que 100 mm, o acúmulo é inevitável”, afirmou.

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Apesar de obras como o reservatório de contenção de cheias na Avenida Heráclito Graça terem reduzido alagamentos em alguns pontos, especialistas afirmam que mais intervenções são necessárias para prevenir enchentes frequentes. Alexandre Queiroz destaca que é preciso repensar o sistema de drenagem e investir em planejamento urbano que considere a emergência climática. “Hoje existe o conceito de cidades esponjas, intervenções que permitem áreas permeáveis, vegetação e arborização, evitando excesso de concreto e asfalto”, acrescentou.

Moradores reforçam que o problema afeta a rotina e a segurança no trânsito, enquanto autoridades estudam alternativas para minimizar os impactos das chuvas intensas na cidade. A combinação de ocupação irregular, drenagem insuficiente e eventos climáticos extremos torna urgente a adoção de soluções que integrem infraestrutura urbana e preservação ambiental, visando reduzir os transtornos e proteger a população.

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