Deputados ligados ao bolsonarismo, incluindo Nikolas Ferreira (PL-MG), votaram contra a Medida Provisória que cria o programa Gás do Povo, aprovada nesta segunda-feira (2) pela Câmara dos Deputados. A proposta, de iniciativa do governo federal, garante a gratuidade do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos para famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo.
A MP foi aprovada por ampla maioria, com 415 votos favoráveis e 29 contrários. Entre os votos contra, concentraram-se parlamentares de partidos como PL, Novo, PP, PSDB e União Brasil. Além de Nikolas Ferreira, também se posicionaram contra nomes como Bia Kicis (PL-DF), Mario Frias (PL-SP), Ricardo Salles (Novo-SP), Marcel van Hattem (Novo-RS), Kim Kataguiri (União-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP), entre outros.
Programa Gás do Povo
A Medida Provisória tem validade até o dia 11 de fevereiro e segue agora para votação no Senado Federal. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome, o Gás do Povo deve entrar em pleno funcionamento a partir de março, com previsão de beneficiar cerca de 15 milhões de famílias em todo o país.
O programa substitui o atual Auxílio Gás, que atende aproximadamente 4,4 milhões de famílias com o repasse para compra de um botijão a cada dois meses. Com o novo modelo, o botijão passa a ser distribuído gratuitamente em mais de 10 mil revendedoras credenciadas espalhadas pelo Brasil. A iniciativa tem como objetivo combater a pobreza energética, garantindo o acesso das famílias de baixa renda a um item considerado essencial.
Durante a votação, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que o programa contribui para aliviar o orçamento das famílias, além de promover dignidade, segurança e inclusão energética.




