As águas dos açudes Castanhão e Orós, os dois maiores reservatórios do Ceará, devem voltar a abastecer a Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) após sete anos. A destinação emergencial foi definida nesta quarta-feira (4), durante reunião promovida pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), realizada no município de Quixadá, no Sertão Central.
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Segundo a Cogerh, desde 2019 a RMF não depende da transferência hídrica do Castanhão para garantir o abastecimento, em razão dos bons aportes registrados nos últimos anos. No entanto, diante da incerteza do cenário de chuvas para 2026 e do baixo volume acumulado no reservatório, a retomada da operação foi considerada necessária como medida preventiva.
Na reunião, foi definida uma vazão total de 16 metros cúbicos por segundo (m³/s) a partir do Castanhão. Desse volume, 6 m³/s serão destinados à Grande Fortaleza por meio da transferência das águas do Orós, com início previsto para o dia 23 de fevereiro. A Cogerh informou que, caso sejam registradas boas chuvas na RMF, a data poderá ser adiada.
Na prática, a água que chegará à capital cearense sairá das reservas do açude Orós, que atualmente acumula cerca de 70% de sua capacidade total. O volume seguirá pelo Rio Jaguaribe até o Castanhão e, a partir de lá, será conduzido pelo sistema de canais do Eixão das Águas até o Sistema Metropolitano de abastecimento.
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A chamada operação emergencial levou em conta análises técnicas sobre a situação dos reservatórios, simulações de operação, projeções climáticas para 2026 e os resultados da liberação de água realizada em 2025. As vazões discutidas e aprovadas correspondem ao período entre fevereiro e junho de 2026, que coincide com a quadra chuvosa no Ceará.
Segundo a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), há 40% de chance de a quadra chuvosa ficar dentro da normalidade, 40% abaixo e 20% acima do esperado. Atualmente, o Castanhão acumula apenas 19,53% de sua capacidade, índice considerado crítico. Após o período chuvoso, uma nova rodada de debates será realizada para definir a operação dos reservatórios no restante de 2026 e avaliar a necessidade de manutenção da medida.
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