Parada cardiorrespiratória em crianças é rara e, na maioria dos casos, está relacionada a problemas respiratórios
Engasgos em crianças podem evoluir para parada cardiorespiratória; saiba os cuidados
O que era para ser mais uma noite de carnaval terminou em desespero para a família de uma menina de quatro anos em Fortaleza. A criança sofreu um engasgo que evoluiu para parada cardiorrespiratória. O pai, Francisco Nogueira, relatou os momentos de tensão: “Nós tentamos fazer aquela manobra de Heimlich, que é aconselhada para esses momentos de engasgo, mas ela não estava reagindo. E aí foi um momento de, como o senhor mesmo falou, de desespero. E eu acorri descalço aqui ao portão da Guarda Municipal e vieram alguns heróis.”

>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<
A equipe da Guarda Municipal, liderada pelo inspetor Gilson Martins, iniciou imediatamente as manobras de desobstrução das vias aéreas. Como a menina não respondeu de início, foram realizados novos procedimentos e aspiração, possibilitando a retomada parcial da respiração. Diante da gravidade, ela foi levada em uma viatura até o Instituto Doutor José Frota, onde recebeu medicação antialérgica e precisou ser entubada após apresentar parada respiratória e episódio convulsivo.
“Foram heróis que ajudaram a mim e a minha esposa a abrirmos a boca da nossa filha e nos levaram até o IJF. Nos levaram de uma maneira muito, muito rápida. E nós percebemos que foi um alinhamento de bênçãos de Deus”, afirmou o pai.
>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<
Orientações médicas e prevenção
Segundo o cardiologista pediátrico Henrique Lobo, a parada cardiorrespiratória em crianças é rara e, na maioria dos casos, está relacionada a problemas respiratórios, como engasgos, asfixia ou choque. “As causas mais comuns são as causas respiratórias de fato. As insuficiências respiratórias por problemas como pneumonia, asma, engasgos, que foi o motivo de muitas paradas já reportadas. Questão também de asfixia, afogamento. A parada também pode ocorrer por outras causas não respiratórias, que são mais raras na criança”, explicou.
O instrutor de atendimento pré-hospitalar Luiz Mariano reforça a importância de agir rapidamente em situações de engasgo. “Ao receber a criança dos pais, você vai pegar a criança, segurando na boquinha dela, colocar no seu antebraço e dar cinco tapas entre as escápulas com o calcanhar da mão. Se o objeto cair na primeira ou segunda vez, você não precisa continuar. Cada segundo conta, porque a oxigenação não vai estar indo para o cérebro do bebê, podendo trazer consequências neurológicas irreversíveis.” As principais manifestações de alerta incluem dificuldade ou ausência de respiração, lábios arroxeados e perda de consciência, e é essencial acionar o socorro imediatamente.
Leia também | “Foi um momento de desespero”, relata pai de criança socorrida com parada respiratória em Fortaleza
>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<

NOTÍCIAS DO GCMAIS NO SEU WHATSAPP!
Últimas notícias de Fortaleza, Ceará e Brasil
Lembre-se: as regras de privacidade dos grupos são definidas pelo Whatsapp.
RELACIONADAS

Criminoso armado invade pizzaria e assalta funcionária e cliente em Caucaia

Variação de preço dos ovos de Páscoa chama atenção e antecipa corrida aos supermercados em Fortaleza

Caso Rapunzel reacende debate sobre violência extrema contra animais no Ceará
