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MP denuncia 109 torcedores após briga entre torcidas organizadas em Fortaleza

Os confrontos ocorreram antes e depois do primeiro Clássico-Rei de 2026, realizado no dia 8 de fevereiro, em Fortaleza

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MP denuncia 109 torcedores após briga entre torcidas organizadas em Fortaleza
Foto: GCMais

O Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) denunciou 109 membros de torcidas organizadas pelas ocorrências de briga registradas na ocasião do Clássico-Rei de 8 de fevereiro, com tumulto nas ruas envolvendo torcedores do Fortaleza e do Ceará. A decisão veio por meio da 144° e da 87° Promotorias de Justiça de Fortaleza.

Os envolvidos nas brigas, que continuam presos, são acusados de cometer crimes que incluem lesão corporal de natureza grave, dano qualificado, associação criminosa, desobediência, corrupção de menores, além de tumulto, prática e incitação à violência. As penas estão previstas no Código Penal, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Lei Geral do Esporte.

Como pontua o Ministério Público na denúncia, após o Clássico-Rei, a Polícia Militar do Ceará (PMCE) precisou conter diversos confrontos ocorridos em vias públicas entre membros de torcidas organizadas. Os episódios resultaram em lesões corporais, dano ao transporte coletivo, desobediência a ordens legais, emprego de instrumentos para cometer atos de violência, além de participação e corrupção de adolescentes em prática criminosa. Segundo as denúncias, eles se estruturaram como associação criminosa para promover os tumultos. O MP do Ceará também pediu a manutenção das prisões.

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No total, foram registradas 236 prisões e 15 medidas cautelares. O MP do Ceará também requereu mais diligências para outros investigados, que ainda serão denunciados à Justiça.

Justiça solta 89 torcedores após briga de torcida organizada em Fortaleza

Na última segunda-feira (23), a Justiça Estadual determinou a soltura de 89 torcedores que haviam sido presos após os confrontos. A decisão foi proferida pelo juiz André Teixeira Gurgel, da 7ª Vara Criminal.

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A medida beneficia os autuados que não possuem antecedentes criminais ou infracionais e que não respondem a inquéritos policiais ou ações penais em curso. Apesar da revogação das prisões preventivas, os torcedores deverão cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça.

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Entre as determinações estabelecidas está a proibição de frequentar estádios de futebol na capital cearense pelo período de seis meses. Além disso, os torcedores não poderão permanecer em um raio de cinco quilômetros dos estádios em dias de jogos do Ceará e do Fortaleza durante o mesmo prazo. A decisão também determina a proibição de se ausentar da comarca enquanto o processo estiver em andamento, exceto se houver autorização judicial. Os investigados deverão comparecer periodicamente à Coordenadoria de Alternativas Penais, pelo prazo de seis meses, para informar e justificar suas atividades, sendo o primeiro comparecimento realizado no ato da soltura.

Na decisão, o magistrado destacou que não há elementos que justifiquem a manutenção das prisões preventivas, por não haver, segundo ele, ameaça séria à ordem pública nem risco à instrução criminal ou à aplicação da lei penal.

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Briga de torcidas organizadas no Clássico-Rei

Os confrontos ocorreram antes e depois do primeiro Clássico-Rei de 2026, realizado no dia 8 de fevereiro, em Fortaleza. A série de brigas entre torcidas rivais resultou na captura de 357 pessoas em flagrante, número recorde em operações relacionadas a jogos de futebol no Ceará.

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Do total de capturados, 241 eram adultos e 116 adolescentes. Os maiores de idade responderão por crimes como lesão corporal, associação criminosa, desobediência, corrupção de menores e tumulto, conforme a Lei Geral do Esporte. Já os adolescentes foram autuados por atos infracionais análogos a crimes como lesão corporal, dano, briga entre torcidas e integração a organização criminosa.

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No dia 9 de fevereiro, o dia seguinte, o Fórum Clóvis Beviláqua registrou intensa movimentação durante as audiências de custódia dos torcedores presos. Parentes e amigos dos detidos se concentraram no local desde as primeiras horas da manhã em busca de informações, o que gerou aglomeração e momentos de tensão nas áreas internas e externas do prédio.

Operação policial e apreensões

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), os confrontos teriam sido previamente combinados por grupos de torcedores, o que permitiu a atuação preventiva das forças de segurança.

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O coordenador da Coordenadoria de Planejamento Operacional, Harley Filho, informou que o trabalho de inteligência possibilitou o mapeamento de pontos estratégicos escolhidos pelos envolvidos, geralmente afastados da Arena Castelão, com o objetivo de evitar a presença policial.

Durante as operações, a Polícia Militar do Ceará (PMCE) apreendeu artefatos explosivos artesanais, socos-ingleses, drogas, ripas de madeira, celulares e veículos. O episódio deixou pessoas feridas, que precisaram de atendimento médico.

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