PRODUÇÃO DE OVOS

Avicultura no Ceará: tecnologia e inteligência artificial garantem segurança alimentar 

Hoje, a cadeia produtiva se estende por mais de 60 municípios, com produção diária que chega a 10 milhões de ovos.

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4 de março de 2026
Portal GCMAIS

A avicultura no Ceará tem se consolidado como um dos segmentos mais tecnológicos e produtivos do agronegócio brasileiro. Em um estado marcado pelo clima semiárido e pelos desafios da escassez hídrica, o setor investe em inovação, organização e escala para garantir segurança alimentar, geração de empregos e alta produtividade. Hoje, a cadeia produtiva se estende por mais de 60 municípios, com produção diária que chega a 10 milhões de ovos.

Avicultura no Ceará: tecnologia e inteligência artificial garantem segurança alimentar 
Foto: Reprodução

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Nas granjas espalhadas pelo estado, começa a jornada do ovo. O trabalho exige manejo rigoroso, bem-estar animal e controle absoluto de cada etapa. “Sempre é um desafio muito grande quando a gente fala da escassez de água”, afirma Victor Lima, diretor-executivo da granja. Ele destaca que os investimentos e a modernização foram determinantes para elevar o patamar do setor.

“A modernização, os investimentos, a alta produtividade que a gente alcança aqui no Ceará, aliada ao desenvolvimento da fronteira agrícola no Nordeste, fortaleceu e fez da gente um estado mais competitivo. Agora nós estamos vendo a chegada do trem, da Transnordestina, e isso vai nos deixar mais competitivos ainda.”

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Processo de classificação

Depois de sair das granjas, os ovos passam por uma etapa decisiva: a classificação. O processo utiliza tecnologia de ponta para garantir qualidade e reduzir perdas antes que o produto chegue ao consumidor. Segundo Felipe Arantes, coordenador de Produção, há dois métodos principais. “A gente tem hoje dois métodos de classificação, o online, que é o processo em linha, onde as poedeiras já estão próximas à classificação e, através de esteira, ela já entra na classificação, produzindo esses ovos e classificando esses ovos. E temos um modelo convencional, que é essa unidade que nós estamos hoje.”

Um dos destaques é o uso da ovoscopia com inteligência artificial, tecnologia que identifica sujidades, trincas e vazamentos. Sensores e câmeras analisam cada unidade individualmente. “A partir do momento que ele passa por essa ovoscopia, que ele já identifica todos os ovos fora do padrão, ele é separado. Aqueles ovos que estão dentro dos padrões de qualidade seguem para as balanças, onde vão ser pesados e classificados”, explica Arantes. A classificação é feita por peso, dividida em quatro categorias: médio, grande, extra e jumbo.

Os números reforçam a força do setor. A avicultura cearense gera cerca de 15 mil empregos diretos e 60 mil indiretos. Somente uma empresa de classificação localizada em Messejana, na Grande Fortaleza, comercializa cerca de um milhão de ovos por dia.

“Eu acho que a avicultura é hoje a cultura do agronegócio mais desenvolvida, com mais tecnologia, com maior produtividade por hectare e talvez com menos demanda de água. Ela suporta tanta geração de emprego, a autossuficiência de produção de proteína no Estado”, conclui Victor Lima. A expectativa é de que a ampliação da logística fortaleça ainda mais o alcance do agronegócio cearense em outras regiões do país.

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