A região central de Fortaleza tem sido cenário recorrente de furtos e atos de vandalismo durante a noite e a madrugada. A Associação dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Ceará (Adepol-CE) foi invadida ao menos nove vezes nos últimos meses, segundo informações apuradas no local. O prédio fica na Rua Monsenhor Luiz Rocha, na malha central da Capital, ao lado do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol-CE) e da Superintendência da Polícia Civil.
A repetição das ocorrências chama atenção pelo fato de o imóvel estar localizado em uma área que concentra prédios ligados à segurança pública. Mesmo com a presença de câmeras de monitoramento nas proximidades, os criminosos continuam agindo, principalmente durante o período noturno.
Furtos na Associação dos Delegados expõem vulnerabilidade na malha central
A Associação dos Delegados já foi alvo de arrombamentos pelo menos nove vezes somente nos últimos meses. As ações ocorreram durante a noite e a madrugada. O local está situado ao lado da Praça dos Voluntários, conhecida popularmente como Praça da Polícia Civil, por concentrar prédios institucionais da corporação.
Além da Adepol-CE, outros imóveis da região também foram alvo de criminosos. Igrejas e pequenos comércios registraram ocorrências semelhantes. Um dos casos de maior repercussão foi o furto de um sino de uma igreja católica localizada no cruzamento das ruas Senador Pompeu e Pedro Pereira.
Outro episódio recente envolveu a Catedral Metropolitana de Fortaleza, que também foi alvo de furto. O templo fica a cerca de 500 a 600 metros da associação invadida.
Igrejas, comércios e equipamentos públicos também são atingidos
Além dos casos nas igrejas, há registros frequentes de furtos de fios e cabos elétricos, arrombamentos de bancas, lojas e quiosques na malha central. Parte dessas ocorrências, segundo relatos colhidos na região, não ganha ampla divulgação, mas impacta diretamente comerciantes e trabalhadores que atuam no Centro.
Nos últimos dias, equipes da Polícia Militar realizaram ações de ciclopatrulhamento na área central, em tentativa de reforçar a segurança. No entanto, moradores e comerciantes apontam que a extensão territorial do Centro e a circulação intensa de pessoas durante a madrugada dificultam o controle das ocorrências.
Segundo relatos, indivíduos que circulam pela região durante a noite, inclusive usuários de entorpecentes, estariam envolvidos em parte dos furtos e arrombamentos, utilizando os objetos subtraídos para comercialização.
A sequência de invasões e furtos reforça a preocupação com a segurança na região central da Capital. Comerciantes relatam sensação de insegurança e apontam que a melhoria na iluminação pública, a revitalização de praças e o reforço do policiamento poderiam contribuir para reduzir os índices de criminalidade.
Os casos envolvendo a Associação dos Delegados da Polícia Civil evidenciam que nem mesmo prédios ligados à área da segurança pública estão imunes às ações criminosas na malha central de Fortaleza.
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