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Engasgos geram mais de 5 mil atendimentos no IJF em 2025; entenda causas e o que fazer

Dados do hospital indicam média de 14 ocorrências por dia; especialistas alertam para riscos entre crianças e idosos e orientam sobre primeiros socorros

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Engasgos geram mais de 5 mil atendimentos no IJF em 2025; entenda causas e o que fazer
Foto: GCMais

O número de atendimentos por engasgo registrados no Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza, acende um alerta sobre a frequência desse tipo de emergência. Somente no ano passado, a unidade hospitalar contabilizou 5.106 ocorrências, envolvendo crianças, adultos e idosos.

Os dados representam uma média de aproximadamente 425 registros por mês, o que equivale a cerca de 14 atendimentos por dia. Em janeiro deste ano, foram 428 casos, mantendo praticamente o mesmo ritmo observado anteriormente.

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No último domingo, uma criança precisou ser socorrida após apresentar sinais de engasgo nas proximidades da Areninha da Serrinha. A Guarda Municipal prestou os primeiros atendimentos ainda na Base Móvel de Segurança Cidadã, e o caso terminou sem maiores complicações.

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Engasgos estão entre as principais causas de atendimento no IJF

De acordo com o médico cirurgião torácico Adalberto Vieira, os episódios de engasgo aparecem com frequência nas estatísticas do hospital e figuram entre as principais causas de atendimento.

Segundo ele, os números se repetem todos os anos e reforçam a necessidade de atenção da população. “Todos os anos esses números se repetem. Os engasgos aqui no IJF figuram entre as três principais causas de atendimento: queda da própria altura, queda de moto e engasgo. Então realmente vale o alerta”, afirma o médico.

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Especialistas destacam ainda que os dados se referem apenas a uma unidade hospitalar de referência. Isso significa que o número real de casos na capital cearense pode ser ainda maior, já que não inclui atendimentos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), hospitais privados ou ocorrências resolvidas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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Além disso, o engasgo não atinge apenas crianças. Adultos e idosos também aparecem com frequência nas estatísticas, principalmente durante as refeições.

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Crianças e idosos são os grupos mais vulneráveis

Entre os principais fatores que provocam engasgos estão alimentos mal mastigados, ossos, próteses dentárias soltas e até pequenos objetos.

Adalberto Vieira explica que crianças pequenas e idosos formam os grupos mais vulneráveis a esse tipo de ocorrência.

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Segundo o médico, nas crianças o reflexo de proteção ainda é imaturo, o que facilita episódios de engasgo e pode tornar a situação mais grave. “As crianças têm o reflexo ainda imaturo e isso facilita os engasgos. Tudo nelas é muito pequeno, então um engasgo simples pode se transformar numa emergência por obstrução”, explica.

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Entre os idosos, o risco também aumenta por causa de doenças pré-existentes. “Nos idosos, muitas vezes já existem comorbidades, como pressão alta, diabetes e problemas no coração. O engasgo pode desencadear complicações associadas a essas condições”, afirma o especialista.

Manobra pode salvar vidas em caso de engasgo

Em situações de engasgo com obstrução total, quando a pessoa não consegue falar ou respirar, a recomendação é iniciar imediatamente as manobras de desobstrução das vias aéreas.

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O médico orienta que, para adultos e crianças a partir de um ano, é possível alternar golpes nas costas com compressões abdominais para tentar expulsar o objeto que está bloqueando a passagem de ar.

“No momento que se detecta um engasgo, você tenta fazer as manobras preconizadas, que são os tapas nas costas, entre as escápulas, alternando com compressões abdominais”, explica.

Para bebês menores de um ano, a técnica é diferente. “Nas crianças menores de um ano, você faz compressões nas costas associadas a compressões no tórax, na região inferior, usando dois dedos, o indicador e o médio”, orienta Adalberto Vieira.

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