Um vídeo que circula nas redes sociais tem chamado atenção ao mostrar o antes e depois das chuvas no interior do Ceará. As imagens foram registradas pelo cearense Henrique Sales, no município de Viçosa do Ceará, e revelam a transformação da paisagem após o período chuvoso.
No início da gravação, o cenário aparece seco, com vegetação característica da caatinga, marcada pelo clima árido comum em períodos de estiagem. Em seguida, após a chegada das chuvas, o ambiente muda completamente.
O solo ganha novas cores, a vegetação volta a florescer e a paisagem passa a apresentar tons de verde, refletindo a mudança provocada pela água na região.
Vídeo mostra natureza antes e depois das chuvas
A gravação destaca uma das transformações mais marcantes do semiárido nordestino. Em poucos segundos, o vídeo alterna entre o período seco e o cenário após as precipitações, evidenciando o impacto das chuvas na natureza.
O registro também reforça a importância das chuvas para as comunidades do interior, onde a água representa renovação para a vegetação e para as atividades ligadas ao campo.
O vídeo segue repercutindo nas redes sociais e tem sido comentado por internautas que destacam a beleza da transformação da paisagem no interior do Ceará.
Chuvas no Ceará em fevereiro de 2026 superam média histórica
As chuvas de fevereiro de 2026 no Ceará ficaram acima da normalidade e encerraram o primeiro mês da quadra chuvosa com volume 41% superior à média histórica. Dados preliminares da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos apontam acumulado médio de 171 milímetros no Estado, resultado influenciado por sistemas atmosféricos típicos do período.
As macrorregiões do Cariri e da Ibiapaba concentraram os maiores volumes do mês. O Cariri registrou 271,5 milímetros, enquanto a Ibiapaba alcançou 222,7 milímetros. Ambas ficaram acima da normal climatológica para fevereiro.
Segundo Sakamoto, o posicionamento dos sistemas atmosféricos favoreceu diretamente essas áreas. “O posicionamento dos VCANs, com sua borda sobre a porção sul do estado, favoreceu a formação das nuvens de chuva, especialmente sobre o Cariri. Já na Ibiapaba, além da topografia, o deslocamento de áreas de instabilidade formadas no Piauí contribuiu para as precipitações”, detalhou.
Sete açudes sangram no Ceará
O Açude Caldeirões, localizado em Saboeiro, atingiu 100% da capacidade na madrugada desta quarta-feira (4) e passou a verter após as chuvas registradas na região. Com isso, o estado contabiliza sete açudes que já transbordaram neste ano.
Um deles foi o Açude Trici, em Tauá. O reservatório, construído em 1987, tem capacidade de 9,26 milhões de metros cúbicos e atingiu 100% do volume acumulado. É o quarto a verter no estado em 2026 e o primeiro da região do Alto Jaguaribe. Segundo o Calendário das Chuvas, o município registrou 182 milímetros em apenas 24 horas. Este é o segundo ano consecutivo de sangria do Trici, após o açude ter passado, desde 2020, sem verter.
O quinto a sangrar foi o Açude Tijuquinha, em Baturité. Com capacidade de 0,48 milhão de metros cúbicos, o reservatório funciona como suporte estratégico. De acordo com a Cogerh, ele é utilizado pela Companhia de Água e Esgoto do Ceará até atingir 70% da capacidade. A partir desse percentual, o abastecimento passa a ser feito exclusivamente pelo Açude Aracoiaba, mantendo o Tijuquinha como reserva para eventuais manutenções.
Já o sexto a verter foi o Açude Muquém, em Cariús, no Centro-Sul. Com capacidade de 46,55 milhões de metros cúbicos, é o maior entre os que sangraram neste ano. Nesta quarta-feira (4), o reservatório estava 8 centímetros acima da lâmina de sangria. Inaugurado em 2000, ele abastece comunidades a mais de 40 quilômetros de distância, chegando até Iguatu.
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