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Caso Morada Nova: PF investiga facção e cinco vereadores após expulsão de famílias de casas

Ameaças via redes sociais, pichações, invasões domiciliares e tiroteios aterrorizaram as famílias, forçando um êxodo em massa em 2025

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Caso Morada Nova: PF investiga facção e cinco vereadores após expulsão de famílias de casas
Foto: GCMais

A cidade de Morada Nova, no interior do Ceará, é cenário de uma operação da Polícia Federal (PF) contra uma facção criminosa atuante na região, meses após um distrito no município virar uma "cidade fantasma", com famílias tendo sido expulsas de suas casas; a atuação do crime organizado na região, apurada pelas forças de segurança, chegou a infectar a vida política nacidade, conforme as investigações, mirando vereadores do município.

Morada Nova: operação que mira vereadores acontece meses após onda de expulsões

Em 2025, o distrito de Uiraponga, em Morada Nova, no Vale do Jaguaribe, transformou-se em um "distrito fantasma" após a expulsão forçada de cerca de 2 mil moradores por facções criminosas rivais. O conflito eclodiu em abril, impulsionado pelo rompimento entre grupos criminosos.

Leia também: Deputado bolsonarista compara vitótia da direita à ascensão do nazismo

Ameaças via redes sociais, pichações, invasões domiciliares, tiroteios e até uma execução pública aterrorizaram as famílias, forçando um êxodo em massa a partir de julho, quando o vilarejo, antes com cerca de 2 mil habitantes, ficou com ruas desertas, casas abandonadas e comércios fechados. Escolas transferiram alunos para a sede municipal, o posto de saúde suspendeu atividades, e até igrejas e animais domésticos soltos marcaram o cenário de abandono.

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Operação Traditori mira vereadores de Morada Nova, no Ceará, em investigação sobre facção criminosa

Uma operação integrada das forças de segurança do Ceará, com participação da Polícia Federal (PF), resultou em cinco vereadores presos no município de Morada Nova, no interior do estado, por suspeita de envolvimento com uma facção criminosa. O grupo criminoso teria financiado campanhas dos parlamentares nas eleições municipais de 2024.

A operação contra o crime organizado, batizada de Operação Traditori, cumpriu 16 mandados de prisão preventiva — cinco deles contra parlamentares — além de 30 mandados de busca e apreensão em diferentes municípios do estado e também em São Paulo.

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A operação é realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE). Conforme informado, o objetivo é desarticular uma organização criminosa com atuação no Vale do Jaguaribe, envolvida em lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e financiamento ilícito de campanhas, além de outros crimes eleitorais. As ações englobam os municípios de Fortaleza, Chorozinho, Morada Nova, Limoeiro do Norte e Pedra Branca, no Ceará, além de São Paulo.

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A investigação, que começou após compartilhamento legal de dados ofertados pela Delegacia de Polícia Civil de Morada Nova e DPI Sul, revelou a existência de um complexo esquema criminoso. Conforme informado, uma facção estaria fazendo a movimentação e ocultação de dinheiro de origem criminosa, usando-o, em seguida, para financiar campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, com clara infiltração do crime organizado na esfera pública.

Por determinação da 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza, foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva, incluindo 5 que têm como alvos vereadores. Foram cumpridos também 30 mandados de busca e apreensão, executados na câmara municipal, endereços residenciais e empresariais dos investigados.

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Confira os vereadores de Morada Nova, no Ceará, presos por envolvimento em facção criminosa e financiamento ilícito de campanha:

Jose Regis Nascimento Rumão / Régis Rumão (PP) José Gomes da Silva Junior / Junior do Dedé (PSB) Hilmar Sergio Pinto da Cunha / Hilmar Sergio (PT) Lucia Gleidevania Rabelo / Gleide Rabelo (PT) Marco Antoino de Araújo Bica Junior / Marquinho da Ana (PT)

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Operação da PF contra facção criminosa no Ceará também afastou agentes públicos de suas funções

As medidas judiciais também incluem o afastamento de agentes públicos de suas funções, e também o sequestro e bloqueio de bens e valores em dinheiro. O objetivo dessas ações é interromper o fluxo financeiro da organização criminosa e assegurar que as ações penais possam ser cumpridas.

As investigações sobre os vereadores e outros agentes públicos – e seu possível envolvimento com uma facção criminosa, no Ceará – seguem em andamento e as diligências "são realizadas com estrita observância à legislação vigente, ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência", como pontua a FICCO.

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A FICCO/CE é composta pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), Polícia Federal (PF), Polícia Militar do Ceará (PMCE), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado do Ceará (SAP), Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará-SSPDS) e Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

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