As investigações tiveram início após o compartilhamento de informações entre a Delegacia de Morada Nova e a delegacia responsável pela região Sul
Campanhas de vereadores no Ceará foram financiadas por agiota que é chefe financeiro de facção
Uma operação conjunta das forças de segurança do Ceará e da Polícia Federal (PF) apontou que campanhas eleitorais de cinco vereadores no município de Morada Nova, no Vale do Jaguaribe, teriam sido financiadas por um homem identificado pelas investigações como agiota e responsável pelo setor financeiro de uma facção criminosa que atua no estado. A investigação resultou na prisão de cinco parlamentares da cidade suspeitos de envolvimento no esquema.

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Operação realizada pela FICCO/CE
A ofensiva foi realizada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado, que deflagrou a operação denominada Traditori. Ao todo, foram cumpridos 30 mandados judiciais, sendo 16 de prisão e 14 de busca e apreensão.
Entre os presos estão os vereadores Régis Rumão, Júnior do Dedé, Gleide Rabelo, Cláudio Maroca e Hilmar Sérgio, este último presidente da Câmara Municipal de Morada Nova. Além deles, outros três investigados que já se encontravam detidos tiveram mandados de prisão cumpridos dentro do sistema prisional.
Segundo as autoridades, a investigação identificou vínculos entre integrantes da facção criminosa e políticos da região, principalmente no financiamento de campanhas eleitorais realizadas em 2024. De acordo com o delegado da Polícia Federal Daniel Ramos, a apuração utilizou diferentes ferramentas investigativas para identificar os envolvidos. “Através de relatórios financeiros, quebra de sigilo bancário, nós chegamos de fato a esses nomes, a esses vínculos entre uma facção criminosa atuante aqui no estado de Ceará e os políticos da região.”
Os indícios sobre o esquema surgiram após a prisão de um homem apontado como coordenador financeiro da organização criminosa. Conforme as investigações, ele também atuava como agiota e teria emprestado dinheiro para financiar campanhas políticas no município.
O delegado titular da Polícia Civil em Morada Nova, Erivelton Almeida, afirmou que a análise do telefone celular do suspeito foi fundamental para identificar os repasses de dinheiro aos políticos. “Ele foi preso e, além de ser o financeiro da facção, ele era agiota. E, a partir do telefone celular dele, durante as investigações, foi detectado que ele financiava campanha de políticos naquela cidade.”
Além das prisões, a operação também cumpriu mandado de busca e apreensão contra o superintendente de Obras Hídricas do Ceará, Marco Antônio de Araújo Bica Júnior, conhecido como Marquinho da Ana.
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Operação da PF apura financiamento ilegal de facção a campanhas de vereadores no Ceará
As investigações tiveram início após o compartilhamento de informações entre a Delegacia de Polícia Civil de Morada Nova e a delegacia regional da Polícia Civil responsável pela região Sul do interior do estado. A análise dos dados indicou a existência de um possível esquema de financiamento ilegal de campanhas eleitorais envolvendo integrantes de uma facção criminosa.
As autoridades destacaram que o caso investigado na operação não tem relação direta com outro episódio recente envolvendo a atuação de facções no município. Em 2025, moradores do distrito de Uiraponga foram expulsos de suas casas após ordens de criminosos que disputavam o controle territorial da área. A delegada Brunella Araújo, responsável pela Delegacia de Polícia do Interior Sul, explicou que os fatos investigados agora ocorreram antes desse episódio. “Foram fatos pretéritos à situação de Uiraponga, que foi por volta de julho de 2025”, esclareceu.
Após a deflagração da operação, a Câmara Municipal de Morada Nova divulgou uma nota informando a suspensão das atividades legislativas e administrativas previstas para esta quinta-feira.
A Justiça também determinou o afastamento dos agentes públicos investigados de suas funções, além do bloqueio e sequestro de bens ligados aos suspeitos.
Investigações sobre o caso continuam
Apesar das prisões, as autoridades afirmam que as investigações ainda não foram concluídas. Segundo o delegado Daniel Ramos, o trabalho agora segue para aprofundar a apuração e reunir elementos que possam subsidiar futuras ações judiciais. “Daqui para frente, de fato, existe um aprofundamento ainda maior para a conclusão da investigação e que a gente possa entregar esse produto para o Poder Judiciário para que virem a ação penal e eles possam responder lá no Poder Judiciário com relação a esses crimes que supostamente cometeram.”
Com o avanço das investigações, a expectativa das autoridades é esclarecer completamente o alcance do esquema e identificar todos os envolvidos no financiamento ilegal de campanhas eleitorais na região.
Leia também | Cinco vereadores são presos em operação da PF contra facção no Ceará; veja quem são
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