A Polícia de Essex, na Inglaterra, anunciou a criação de um portal online exclusivo para receber denúncias e pistas sobre o paradeiro da psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, desaparecida desde 3 de março em Brightlingsea. A medida responde a relatos de avistamentos nas regiões de Brightlingsea e Bradwell-on-Sea. O canal facilita o envio de informações pela população local e comunidade brasileira no Reino Unido, no 14º dia de buscas.
Cearense viajava com amiga para um congresso
Vitória foi vista pela última vez descendo de um ônibus em Brightlingsea às 13h30 do dia 3, após deixar a Universidade de Essex. Ela viajava com uma amiga brasileira para um congresso e enviou um alerta de socorro com geolocalização no mar. No dia 9, uma bolsa branca com a inscrição "people over profit" foi encontrada perto da Copperas Road. Um barco à deriva, sem coletes salva-vidas, foi localizado próximo a Bradwell-on-Sea.
A família da psicóloga informou que a polícia localizou o notebook e a capa protetora da profissional. Os itens foram encontrados próximos à bolsa dela em áreas de campo perto de Brightlingsea, elevando as esperanças nas buscas, mas itens essenciais como passaporte e celular seguem sumidos.
Os objetos foram achados na tarde de 9 de março, durante varreduras em regiões rurais adjacentes à cidade litorânea onde Vitória foi vista pela última vez. Familiares especulam que ela pode ter deixado o laptop intencionalmente para viajar leve, carregando apenas o indispensável. A jornalista brasileira Patrícia Nielsen, no Reino Unido, confirmou a notícia no Instagram, destacando o 11º dia de buscas intensas.
No sábado (14), a mãe Gleyz Barreto, o namorado Janilson e a amiga Liliane Silva lideraram equipes em Stoney Hills, Burnham-on-Crouch, Tillingham e Southminster, distribuindo cartazes e conversando com moradores. A comunidade brasileira em Southend-on-Sea adotou bandeiras do Brasil nas janelas como sinal de refúgio seguro.
Psicóloga brasileira desaparecida na Inglaterra: confira a cronologia
Vitória, natural de Fortaleza, chegou à Inglaterra em janeiro após congresso no Marrocos, visando doutorado na Universidade de Essex, em Colchester. Hospedada com a amiga Liliane, ela almoçou perto do campus no dia 3, por volta das 13h, e pegou um ônibus rumo à marina de Brightlingsea. Câmeras registram uso de duas embarcações depois disso; ela não retornou ao encontro marcado.
A bolsa branca com "people over profit" foi o primeiro achado, na Copperas Road. A polícia considera o caso de alto risco, com buscas aéreas e terrestres em curso.
A Justiça do Ceará autorizou quebra de sigilos bancário e telefônico, a pedido da família e com aval do Ministério Público, para rastrear movimentações recentes. O Itamaraty monitora via Consulado em Londres, mantendo contato com autoridades britânicas e parentes, sem divulgar detalhes por privacidade.
Amigos relatam Vitória como dedicada à Psiquiatria Social, com projetos acadêmicos promissores. A ausência de saques ou ligações desde o sumiço intriga investigadores.
Psicóloga desaparecida na Inglaterra: repercussão e apelos
O caso mobilizou redes sociais, com apelos virais por partilhas de fotos e mapas de buscas. A família agradece voluntários e cobra agilidade policial, enquanto hipóteses variam de acidente a fuga voluntária.
Equipes da polícia de Essex utilizam drones de detecção térmica, barcos da marinha e helicópteros para vasculhar a região, especialmente a área da marina onde a jovem foi vista pela última vez. Moradores e familiares estão colaborando com a divulgação de cartazes e informações nas redes sociais. “Estamos divulgando nas redes sociais e não vamos parar até encontrá-la. Quanto mais tempo passa, mais preocupados ficamos”, disse um morador que acompanha as buscas.
A polícia britânica mantém a investigação em andamento e pede que qualquer informação sobre o paradeiro de Vitória seja imediatamente comunicada às autoridades. A mobilização em Brightlingsea reflete a preocupação com a segurança da psicóloga, que continua desaparecida, enquanto familiares e amigos aguardam por notícias.
Autoridades pedem informações via 101 (policia de Essex) ou consulado brasileiro. As buscas prosseguem.




