O Exército de Israel realizou, neste domingo (22), um ataque contra a ponte Qasmiyeh, que cruza o rio Litani, no sul do Líbano, em meio à intensificação das tensões com o Hezbollah. A ofensiva ocorre em um cenário mais amplo de conflito que também envolve os Estados Unidos, Israel e Irã.
Segundo autoridades israelenses, a ação faz parte de uma estratégia militar que prevê a destruição de todas as pontes sobre o rio Litani, com o objetivo de dificultar a movimentação de combatentes e o transporte de armamentos na região. A determinação foi confirmada pelo ministro da Defesa de Israel, Israel Katz.
De acordo com o governo israelense, as estruturas estariam sendo utilizadas para atividades consideradas estratégicas pelo Hezbollah. Além da destruição de pontes, o país também afirmou ter ordenado a intensificação de demolições de imóveis em áreas próximas à fronteira e em zonas de conflito.
A escalada ocorre após episódios recentes de violência na região. Um civil israelense foi morto próximo à fronteira com o Líbano após disparos vindos do território libanês, segundo militares. Além disso, dois soldados israelenses morreram em confrontos no sul do Líbano, elevando ainda mais a tensão entre as partes.
O ataque também gerou reações da comunidade internacional. Representantes das Nações Unidas alertaram para possíveis violações do direito internacional, que, em regra, proíbe ataques a infraestruturas civis. A chefe de direitos humanos da ONU criticou especialmente o uso de ordens de evacuação em larga escala e as ações militares em áreas povoadas.
Enquanto isso, as Forças de Defesa de Israel afirmam que seguem com operações terrestres no território libanês com o objetivo de conter o avanço do Hezbollah e reforçar a segurança na região norte do país. O governo israelense sustenta que as ações visam evitar novos ataques e garantir a proteção da população.
O cenário segue instável, com risco de novos confrontos e aumento da tensão no Oriente Médio, especialmente diante da possibilidade de ampliação do conflito para outras áreas estratégicas da região.




