INVESTIGAÇÕES

Mandante da morte de secretário em São Luís do Curu é identificado, mas segue foragido no Rio de Janeiro

De acordo com as investigações, o principal suspeito de ordenar o crime é Wesley Pereira Balbino, conhecido como “Guaxinim”

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24 de março de 2026
Portal GCMAIS

O secretário da Segurança Pública do Ceará, Roberto Sá, informou que o mandante do assassinato de Ricardo Abreu Barroso já foi identificado e localizado pelas autoridades, mas permanece foragido no estado do Rio de Janeiro. A vítima ocupava o cargo de secretário de Administração do município de São Luís do Curu e foi morta a tiros no dia 19 de março.

Mandante da morte de secretário em São Luís do Curu é identificado, mas segue foragido no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução

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De acordo com as investigações, o principal suspeito de ordenar o crime é Wesley Pereira Balbino, conhecido como “Guaxinim”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho na região. Segundo o secretário, a localização do suspeito em território fluminense tem dificultado a realização de operações para sua captura.

“O mentor disso é um criminoso, inescrupuloso, que deveria ficar preso para o resto da vida”, declarou Roberto Sá, ao comentar a atuação do suspeito na articulação do crime.

Investigações apontam execução planejada e rede criminosa

As autoridades já identificaram parte da dinâmica do crime e prenderam envolvidos na execução. Segundo o secretário, duas mulheres foram detidas por participação direta na ação, enquanto um terceiro suspeito foi capturado fora do estado.

Na sexta-feira (20), a Polícia Civil prendeu Gleiciane Barbosa Diniz, de 24 anos, e Laila Aparecida Rodrigues Meneses, de 18 anos. Elas teriam sido recrutadas para monitorar a rotina de Ricardo Abreu e repassar informações sobre sua localização aos executores.

Já no domingo (22), um homem suspeito de participar diretamente da execução foi preso na Bahia, dentro de um ônibus que fazia o trajeto entre Fortaleza e Goiânia.

As investigações apontam que o crime foi premeditado. Horas antes da execução, um grupo com cerca de cinco indivíduos invadiu um sítio, rendeu moradores e aguardou informações sobre o paradeiro da vítima. Após receberem os dados repassados pelas duas mulheres, quatro suspeitos utilizaram o veículo de uma das vítimas para se deslocar até o local do assassinato.

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Mandante foragido no Rio de Janeiro dificulta captura do responsável

De acordo com Roberto Sá, a permanência de Wesley Pereira Balbino no Rio de Janeiro representa um obstáculo para a prisão. Segundo ele, determinadas áreas exigem operações complexas e estruturadas para a atuação das forças de segurança.

“A gente conhece a realidade do Rio, tem lugares lá que, para efetuar diligências, requer uma operação com muito mais estrutura, com muito mais gente”, afirmou o secretário.

As autoridades também já identificaram elementos relacionados à motivação do crime. A principal linha investigativa aponta que o suspeito atribuía à influência política da vítima o fortalecimento das ações policiais na cidade, especialmente do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (CPRaio).

Ameaças anteriores reforçam motivação do crime

Um áudio atribuído a Wesley Pereira Balbino e ao qual o Portal GCMAIS teve acesso revela ameaças diretas contra a família de Ricardo Abreu. Na gravação, o suspeito menciona a intenção de pressionar lideranças políticas locais para forçar a retirada de forças policiais da cidade.

O conteúdo também faz referência a ataques coordenados contra o vereador Júnior Abreu, filho da vítima, e contra um estabelecimento da família. Em agosto de 2025, a residência do parlamentar foi alvo de disparos de arma de fogo, conforme citado nas ameaças.

As investigações indicam que, entre 2024 e 2025, diversos integrantes do grupo criminoso foram presos, o que teria levado o mandante e seu irmão, Uesclei Pereira Balbino, a deixarem o município. A atuação policial é apontada como fator determinante para o aumento das ameaças contra a família.

Morte de secretário foi registrada por câmeras de segurança

A execução de Ricardo Abreu foi registrada por câmeras de segurança do depósito de construção da família, local onde ele foi morto. As imagens mostram o momento em que dois homens encapuzados entram no estabelecimento e efetuam diversos disparos contra a vítima, que morreu no local.

Antes do crime, as duas suspeitas presas passaram de motocicleta em frente ao estabelecimento, pararam nas proximidades e utilizaram o celular para repassar a localização exata do secretário.

Segundo informações, Ricardo Abreu e sua família vinham sendo ameaçados desde a campanha eleitoral de 2024. Na época, o veículo do secretário foi atingido por disparos, mas ele não registrou boletim de ocorrência por receio de novas represálias.

Contexto familiar e desdobramentos do caso

Além de secretário municipal, Ricardo Abreu era pai do vereador Júnior Abreu, atual presidente da Câmara Municipal de São Luís do Curu, e tio do prefeito Tiago Abreu. Ele também exerceu dois mandatos como vereador no município.

A família aponta que um possível agravante para o crime foi a morte do irmão do suspeito, Uesclei Balbino, ocorrida em intervenção policial no dia 12 de março, em Fortaleza. Cinco dias após o episódio, Wesley teria intensificado contatos com os envolvidos na execução.

O caso segue em investigação, com diligências em andamento para localizar e prender o mandante, além de identificar outros possíveis participantes da ação criminosa.

Leia também | Terceiro suspeito de envolvimento na morte de secretário municipal em São Luís do Curu é preso na Bahia

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