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Solução improvisada contra moscas faz família cearense viralizar nas redes sociais

Em Maracanaú, uma alternativa simples encontrada dentro de casa acabou viralizando nas redes sociais e chamando a atenção para um problema comum no Ceará

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Solução improvisada contra moscas faz família cearense viralizar nas redes sociais
Foto: GCMais

O aumento da presença de moscas durante o período chuvoso tem mudado a rotina de muitas famílias cearenses. Em Maracanaú, uma alternativa simples encontrada dentro de casa acabou viralizando nas redes sociais e chamando a atenção para um problema comum no Ceará.

Na última quarta-feira (18), durante o almoço, a dona de casa Gilvânia dos Santos decidiu agir diante do incômodo causado pela grande quantidade de moscas em casa . A solução veio de forma improvisada: utilizar um véu-mosqueiro sobre a mesa para proteger os alimentos. Segundo ela, a situação tem sido frequente na região. “Porque no inverno aqui parece a Praga do Egito com tanta mosca”, afirmou. Diante do cenário, a ideia foi colocar em prática algo acessível e rápido.

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Solução contra moscas faz família cearense viralizar

O mosquiteiro, geralmente usado em camas, foi adaptado como uma espécie de cobertura para a mesa, que permitiu a família de realizar a refeição de uma maneira engraçada. “Só assim dá pra comer em paz”, comentou  Dona Rita, mãe de Gilvânia, de 83 anos. A cena foi registrada em vídeo e publicada nas redes sociais. O conteúdo rapidamente ganhou grande repercussão, ultrapassando 2,5 milhões de visualizações. A viralização atraiu comentários de internautas de diferentes regiões, muitos relatando enfrentar a mesma dificuldade.

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Uma usuária contou que instalou barreiras nas entradas da casa: “Em casa coloquei nas janelas e fiz uma cortina na porta. Sem moscas ou pernilongos em casa”. Já outra comentou de forma descontraída: “Eu molho o pano e mato tudo na lapada”. A repercussão foi além do público comum e chegou até empresas do setor de inseticidas.

Apesar do video ser engraçado, o episódio alerta para o aumento da proliferação de moscas em períodos chuvosos, quando a umidade e o acúmulo de resíduos orgânicos favorecem sua presença. Além do incômodo, esses insetos podem representar riscos à saúde, pois carregam micro-organismos capazes de contaminar alimentos. Diante disso, especialistas orientam a adoção de medidas simples, como manter o lixo bem fechado, evitar a exposição de restos de comida e utilizar barreiras físicas,  como telas e coberturas.

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Entenda o que é a “virose da mosca”, sintomas e como tratar

Com a chegada de períodos mais quentes, é comum o aumento dos casos de diarreia, popularmente conhecida como “virose da mosca”. A infecção é causada principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados, que podem ser contaminados por moscas ao pousarem em superfícies sujas e depois nos alimentos. Segundo o clínico geral Alex Mont’Alverne, “as moscas podem transportar vírus, bactérias e parasitas ao pousarem em superfícies sujas e depois nos alimentos”.

A diarreia aguda, também chamada de DDA, acontece quando há três ou mais episódios de evacuação em até 24 horas. Crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis, pois o maior risco é a desidratação. “O tratamento mais importante é hidratar. E estando vomitando, a pessoa não consegue tomar bastante líquido. Pudendo hidratar, fazer uma hidratação proporcional à quantidade de evacuações. Então, a cada evacuação, pelo menos um copo cheio d’água, misturando com bebidas isotônicas, água de coco, ou com um soro caseiro, um soro mesmo comprado em farmácia”, orienta Mont’Alverne.

O paciente Greisson Moura relatou sua experiência com a doença: “Fui só hoje, no quarto dia, mas aconselho as pessoas aí no segundo dia, que foi o que o médico falou e brigou comigo. Aí me passou o probiótico, me passou bastante hidratação, que é muito importante fazer”. Ele reforça que o acompanhamento médico deve ser procurado logo nos primeiros sintomas, para evitar complicações como desidratação grave.

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Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza, quase 30 mil atendimentos foram realizados em 2025 por doenças diarreicas agudas. Para prevenir a virose, especialistas recomendam cuidados simples, como lavar bem as mãos, higienizar adequadamente os alimentos e consumir água tratada. Além da hidratação, é importante observar sinais de alerta, que indicam a necessidade de buscar atendimento médico imediatamente. O clínico geral alerta: “Se a dor for forte, se tiver febre alta ou por acaso tiver sangramento junto com as fezes, é melhor procurar uma unidade de saúde, uma UPA ou um posto de saúde, ou se a pessoa estiver muito debilitada, um hospital”.

A atenção deve ser redobrada principalmente com crianças e idosos, que perdem líquidos mais rapidamente e têm maior risco de complicações. A rápida identificação dos sintomas e a hidratação correta são essenciais para evitar a desidratação e garantir a recuperação completa. A orientação é clara: ao notar diarreia persistente, vômitos frequentes, febre ou sinais de desidratação, procure imediatamente atendimento médico. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, com hidratação e cuidados médicos, podem prevenir complicações graves e acelerar a recuperação.

 

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