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Idoso é preso por morte de dono da construtora Colmeia, em Fortaleza, 30 anos após o crime

Ronaldo Castro Barbosa, que presidia a Colmeia à época do crime, era um dos nomes mais influentes do mercado imobiliário cearense

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25 de março de 2026
Portal GCMAIS

Um idoso de 80 anos foi preso em São Paulo mais de 30 anos após a morte do empresário Ronaldo Castro Barbosa, então presidente e dono da construtora Colmeia, em Fortaleza. A captura de Valdenor Guimarães Pinheiro ocorreu em ação conjunta das polícias civis de São Paulo e do Ceará e cumpre mandado de prisão definitivo, com pena de 14 anos de reclusão em regime fechado pelo homicídio qualificado do empresário.

Idoso é preso por morte de dono da construtora Colmeia, em Fortaleza, 30 anos após o crime
Foto: Divulgação / PCCE

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Crime aconteceu em cruzamento da área nobre de Fortaleza

De acordo com o processo, o crime ocorreu em 6 de junho de 1995, na Rua Costa Barros, no bairro Aldeota, área nobre da capital cearense. Naquele fim de noite, Ronaldo deixava a sede da empresa e se preparava para entrar em seu carro, estacionado nas proximidades, quando foi abordado por um homem armado que efetuou dois disparos à queima-roupa e fugiu em uma motocicleta pilotada por um comparsa, deixando o empresário gravemente ferido.

Ronaldo chegou a ser socorrido e levado ao Instituto Doutor José Frota (IJF), onde recebeu atendimento de urgência, mas não resistiu aos ferimentos e morreu cerca de duas horas depois. O caso, que ficaria conhecido como “Caso Colmeia”, teve grande repercussão na época, tanto pela projeção do empresário no mercado imobiliário quanto pela forma planejada da execução, que levantou desde o início a suspeita de crime de mando.

Ao longo dos anos, as investigações apontaram a participação de vários envolvidos no homicídio, com diferentes papéis na cadeia do crime. Segundo decisões judiciais, o engenheiro Egberto Carneiro da Cunha Neto, sócio da vítima, foi condenado a 14 anos de prisão como coautor intelectual, acusado de mandar matar o executivo por desavenças na gestão da empresa. Outros acusados, como Francisco Matias Lima Nogueira, foram sentenciados por participação na contratação e apoio aos executores, enquanto pistoleiros identificados como responsáveis diretos pelos disparos também receberam penas que variam entre 13 e 16 anos.

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Investigações sobre morte de dono da construtora Colmeia aponta atuação de pistoleiros em região do Ceará

Valdenor Guimarães Pinheiro aparece nos autos como uma espécie de “gerenciador de pistoleiros” na região jaguaribana, no interior do Ceará, atuando como intermediário entre o mandante e o grupo encarregado de executar Ronaldo Castro Barbosa. De acordo com os registros do Tribunal de Justiça do Ceará, sua condenação transitou em julgado, mas ele permaneceu foragido por décadas, o que exigiu articulação entre diferentes estados para localizá-lo e efetivar a prisão. Agora, após ser apresentado à Justiça paulista, a Polícia Civil do Ceará realiza tratativas para transferi-lo para uma unidade prisional cearense, onde deverá cumprir o restante da pena.

O assassinato de Ronaldo atingiu em cheio uma das empresas mais tradicionais do setor imobiliário de Fortaleza. Fundada em 1980, a construtora Colmeia se consolidou como referência em empreendimentos de alto padrão, com atuação marcante na transformação do cenário urbano da capital cearense. A empresa soma mais de 140 projetos entregues, ultrapassando 2,3 milhões de metros quadrados construídos em residenciais, corporativos, industriais e empreendimentos de uso misto, além de ter expandido sua atuação para mercados como Manaus, Natal e Campinas.

Ronaldo Castro Barbosa, que presidia a Colmeia à época do crime, era um dos nomes mais influentes do mercado imobiliário cearense, associado à imagem de solidez e inovação da empresa. Sua morte provocou uma mudança brusca na rotina corporativa e na condução dos negócios, exigindo reestruturação interna e a ascensão de familiares e executivos à linha de frente da construtora para manter o ritmo de expansão e preservar a marca construída ao longo de décadas.

Informações que auxiliem investigações da polícia devem ser comunicadas pelos canais de denúncia

A população pode contribuir com as investigações repassando informações que auxiliem os trabalhos policiais. As informações podem ser direcionadas para o número 181, o Disque-Denúncia da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), ou para o (85) 3101-0181, que é o número de WhatsApp, pelo qual podem ser feitas denúncias via mensagem, áudio, vídeo e fotografia ou ainda via “e-denúncia”, o site do serviço 181, por meio do endereço eletrônico: https://disquedenuncia181.sspds.ce.gov.br/.

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