Menina foi assassinada em 29 de março de 2008, aos cinco anos de idade
Mãe de Isabella Nardoni faz homenagem nos 18 anos da morte da filha
Neste domingo (29), a vereadora de São Paulo, Ana Carolina Oliveira, publicou nas suas redes sociais um vídeo em homenagem à filha Isabella Nardoni, assassinada em 29 de março de 2008, aos cinco anos de idade. No desabafo, a parlamentar relembra o impacto do crime em sua vida e ressalta o legado deixado pela filha, que transformou sua dor em luta e propósito social.

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No vídeo, Ana Carolina afirma que o dia da morte de Isabella foi “o mais difícil da minha vida”, e reflete sobre as possibilidades interrompidas pelo crime. “E se hoje na minha casa nós fôssemos em cinco? E se a Isabela tivesse conhecido o Miguel e a Maria Fernanda? Uma história foi rompida”, desabafa. Ela destaca ainda que, apesar da tragédia, a memória da filha se tornou uma força de transformação: “Hoje eu entendo e consigo ver que ela deixou um legado. Que a Isabela deixou algo muito maior. Um legado para tantas crianças que vivem num silêncio, que não conseguem ser protegidas.”
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O legado de Isabella Nardoni e a luta contra a violência
Ana Carolina também enfatiza que o assassinato de Isabella se transformou em um propósito de vida: “Ali não se foi só uma história. E ali também não podia parar. Neste momento, talvez eu não entendesse, mas depois de anos essa história continuaria transformada e que hoje dá visibilidade a tantas crianças.” Para a parlamentar, lembrar da filha diariamente também é um lembrete da presença da violência em diversos contextos, e da necessidade de dar voz às vítimas. “É lembrar que a violência precisa ser uma voz. E se ela me deixou aqui para ser essa voz, assim eu vou honrar”, afirma.
A morte de Isabella Nardoni chocou o país e resultou em um dos casos de maior repercussão na história criminal do Brasil. A menina foi jogada do sexto andar de um prédio na Zona Norte de São Paulo pelo pai, Alexandre Nardoni, e pela madrasta, Anna Carolina Jatobá. Segundo investigações da Polícia Civil, a madrasta esganou e asfixiou Isabella dentro do apartamento antes do pai cortar a rede de proteção da janela e lançar a criança. O crime foi classificado como homicídio pelo Ministério Público, descartando qualquer versão de queda acidental.
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Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá negam autoria
Após a investigação, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sempre negaram a autoria, alegando que outra pessoa não identificada poderia ter cometido o crime, hipótese jamais confirmada. Em 2010, ambos foram condenados: Jatobá a 26 anos de prisão e Alexandre a 30 anos. Nos anos seguintes, ambos tiveram progressão de regime. Em junho de 2023, Jatobá foi autorizada a cumprir pena em regime aberto, enquanto Alexandre obteve a mesma progressão em maio de 2024.
O vídeo de Ana Carolina Oliveira reforça a memória de Isabella e o impacto contínuo do caso na sociedade, mostrando como a tragédia pessoal se transformou em mobilização social e defesa de crianças vulneráveis. “Desde o dia 29 de março de 2008, eu não estou só. Nós somos muitos. E hoje são 18 anos. 18 anos que eu sigo por ela e também por todas as outras crianças”, conclui a parlamentar, destacando a importância de transformar dor em ação e proteção social.
Leia também | Alexandre Nardoni é solto após Justiça conceder progressão ao regime aberto
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