Na noite da Sexta-Feira Santa, 3 de abril, o Coliseu, em Roma, voltou a ser palco de oração e reflexão da Paixão de Cristo. Pela primeira vez, o Papa percorreu pessoalmente as 14 estações da Via-Sacra carregando a cruz, diante de milhares de fiéis reunidos ao redor do monumento histórico. O percurso incluiu cinco estações no interior do anfiteatro e nove na área externa, com o Pontífice caminhando lentamente, acompanhado pelo silêncio da assembleia e pela luz das tochas.
Papa conduz a Via-Sacra no Coliseu com reflexão sobre sofrimento e humanidade
As meditações da Via-Sacra foram elaboradas pelo padre franciscano Francesco Patton, inspiradas nos Evangelhos da Paixão e nos escritos de São Francisco de Assis, em homenagem aos 800 anos de sua morte. Cada estação procurou relacionar o caminho de Jesus ao Calvário com os sofrimentos contemporâneos, abordando temas como guerras, violência, abusos de poder e a dor silenciosa de famílias em diferentes partes do mundo.
A figura de Simão de Cirene foi usada para simbolizar voluntários, profissionais da comunicação, agentes humanitários e todos que se dedicam a ajudar os necessitados, arriscando suas próprias vidas em prol do próximo.
Leão XIV conclui percurso da Via-Sacra
Durante a cerimônia, o Papa concluiu o percurso com a oração “Omnipotens”, composta por São Francisco de Assis ao final da “Carta a toda a Ordem”, destacando a vida como um caminho de amor e serviço entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
O evento, que antecede o Sábado Santo, terminou com um apelo à esperança e à solidariedade, enquanto o Pontífice saudava autoridades e fiéis presentes antes de retornar ao Vaticano. A celebração reforçou a importância da meditação sobre o sofrimento humano e da prática da fé em contextos de adversidade, consolidando o Coliseu como ponto de referência para a tradição cristã durante a Semana Santa.




