Segundo especialistas, a decisão das distribuidoras de diesel reflete uma característica de oligopólio no setor
Preço do diesel dispara nos postos de combustíveis e pode impactar bolso do consumidor
O preço dos combustíveis segue em alta em Fortaleza e em diversas cidades do Brasil, gerando preocupação entre motoristas, empresas e setores que dependem do transporte rodoviário. A situação ganhou novos contornos após grandes distribuidoras de diesel optarem por não aderir a um programa do governo federal que previa descontos no combustível, privilegiando a venda pelo valor internacional, mais alto devido à crise global do petróleo.

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O impacto dessa decisão é sentido em cadeia, alcançando desde o transporte público até a logística de alimentos e mercadorias. “Impacta bastante no setor financeiro das empresas, porque a gestão de combustível fica um pouco mais dispendiosa e fica mais cara. Então, a gente tem que se planejar melhor para conseguir fazer essa gestão”, afirmou Carlos Henrique Araújo, profissional de logística.
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Distribuidoras e preço do diesel: influência no mercado
Segundo especialistas, a decisão das distribuidoras de diesel reflete uma característica de oligopólio no setor. “As distribuidoras acabam por tomar uma decisão que a gente chama de uma decisão de oligopólio. Você tem poucas distribuidoras que controlam grande parte do mercado. Elas podem ganhar de duas formas: ou vendem muito e mais barato e lucram, ou vendem pouco e lucram da mesma forma, com preços mais altos”, explicou Fábio Sobral, economista.
O aumento do diesel influencia diretamente outros preços, incluindo os combustíveis vendidos ao consumidor final, como gasolina e gás de cozinha. “Mesmo quem abastece com gasolina também sente os reflexos. O preço dos combustíveis está ligado ao mercado internacional do petróleo”, complementou Sobral, ressaltando que fatores externos, como o fim das sanções dos Estados Unidos à Rússia e ao Irã, podem interferir na oferta global e, consequentemente, nos preços domésticos.
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Cenário de incerteza e alternativas para o consumidor
Especialistas apontam que o governo federal ainda pode adotar medidas internas ou buscar acordos internacionais para reduzir o impacto da alta nos preços. “O Brasil pode negociar com esses países o fornecimento de combustíveis, e, com o fornecimento chegando diretamente, você evita refinarias e distribuidoras, reduzindo custos para o consumidor”, explicou Márcio Sanders, engenheiro civil.
Enquanto isso, o consumidor cearense segue enfrentando a realidade de um combustível mais caro e imprevisível. “Nós somos quase autossuficientes em petróleo. O que vem de petróleo é muito pouco, mas aí os especuladores já tomam o fato. Do Estreito de Ormuz está fechado para elevar o preço ao valor que querem. Então, paciência. Estamos sem ter quem nos defenda”, destacou Sanders.
Analistas do setor reforçam que a volatilidade dos preços deve continuar até que haja uma definição sobre políticas internas e negociações internacionais. Até lá, motoristas e empresas precisam se preparar para a continuidade de um cenário de alta, que afeta tanto o transporte de pessoas quanto a movimentação de produtos essenciais.
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