O item levado no episódio foi identificado como um carpaccio de trufas negras que custa cerca de R$ 300
Delegado da PF que isentou Flávio Bolsonaro em investigação é flagrado furtando em supermercado do Recife
O delegado da Polícia Federal Erick Ferreira Blatt, de 50 anos, o mesmo que em 2020 foi responsável por relatório que isentou Flávio Bolsonaro de investigação por lavagem de dinheiro em negociações imobiliárias, foi flagrado por câmeras de segurança furtando um item em um supermercado localizado em um shopping no Recife. O caso ocorreu na última quarta-feira (8) e resultou na condução do servidor à delegacia após abordagem feita por seguranças do estabelecimento.

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Imagens mostram ação dentro de supermercado no Recife
As imagens do circuito interno de segurança registraram o momento em que o delegado pega um produto em uma prateleira do supermercado, segue até a área da padaria e se senta no local. Em seguida, ele coloca o item no bolso da bermuda e realiza o pagamento de outras mercadorias no caixa, sem incluir o produto ocultado na compra. Após sair do estabelecimento, ele foi abordado pela equipe de segurança, que identificou a irregularidade e acionou as autoridades policiais.
O caso foi encaminhado à Delegacia de Boa Viagem, responsável pelo atendimento da ocorrência na capital pernambucana. De acordo com as informações registradas no sistema de vigilância, o episódio ocorreu por volta das 16h em uma unidade da rede de supermercados Palato instalada no shopping.
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Delegado que isentou Flávio Bolsonaro em investigação e episódio em supermercado
O item levado no episódio foi identificado como um carpaccio de trufas negras, produto considerado de alto valor comercial e utilizado na gastronomia, geralmente consumido com pães e outras preparações. O valor estimado do produto é de aproximadamente 300 reais.
Erick Ferreira Blatt possui trajetória na Polícia Federal e atuação em funções administrativas e investigativas. Em 2020, ele foi o responsável pelo relatório que concluiu pela ausência de indícios de lavagem de dinheiro envolvendo negociações imobiliárias atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro, caso que teve ampla repercussão nacional.
Ainda naquele período, o nome do delegado também apareceu em outra controvérsia envolvendo sua atuação em entidade de classe. Ele foi alvo de representação interna após a contratação de serviços de uma pessoa com quem mantinha relacionamento pessoal, em contratos relacionados à produção de cestas de café da manhã para associados de uma associação de delegados, com pagamentos que somaram cerca de 34 mil reais. À época, sua defesa afirmou que não havia configuração de união estável formalizada.
Após a abordagem no supermercado, o delegado foi conduzido à Delegacia de Boa Viagem, onde o caso foi registrado e encaminhado para os procedimentos legais cabíveis. Até o momento, não há informações oficiais sobre eventuais medidas administrativas adotadas pela Polícia Federal em relação ao episódio.
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