A NASA divulgou uma nova série de fotos da Lua capturadas pela missão Artemis II, que marca o retorno tripulado às proximidades do satélite, após mais de 50 anos. As imagens mostram, em detalhe inédito para uma missão tripulada, a superfície craterada da face oculta e a Terra em formato de crescente vista pela janela da cápsula Orion.
Missão Artemis II: contexto e objetivos
A Artemis II é a primeira missão tripulada da nova era lunar norte‑americana, com foco em um sobrevoo lunar sem pouso, servindo como teste crítico para os sistemas de voo, de segurança e de navegação da cápsula Orion antes da Artemis III, que já está prevista para pousar astronautas na superfície lunar até o final de 2028.
À bordo, quatro astronautas: Reid Wiseman, Jeremy Hansen, Christina Koch e Victor Glover. Durante cerca de sete horas de aproximação, a Orion passou a aproximadamente 6.500 km da superfície lunar, o mais próximo que a cápsula já chegou do satélite em uma missão habitada. Esse trajeto permitiu registrar zonas da Lua que raramente foram observadas em detalhe por missões tripuladas, incluindo crateras de impacto, bacias geológicas e formações rochosas que ajudarão a calibrar mapas para futuros alunissagens.
O que mostram as fotos da Lua na missão Artemis II
Entre as imagens mais impactantes estão registros da face oculta da Lua, aquela que nunca fica voltada para a Terra devido ao travamento gravitacional entre os dois corpos. A superfície aparece marcada por crateras sobrepostas, bacias profundas e variações de cor e brilho que revelam diferenças de composição e idade geológica do solo lunar.
Outro conjunto de fotos da Lua Artemis destaca a Terra vista a partir da Orion, com o planeta reduzido a um fino crescente azul no escuro do espaço profundo. Há também registros que capturam o “pôr da Terra” no horizonte lunar e até fenômenos raros, como eclipses solares observados de dentro da órbita lunar, que permitem estudar a coroa solar e a dinâmica da luz em um ambiente livre da atmosfera terrestre.
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Como são feitas as fotos e qual é o valor científico
As imagens são obtidas por meio de câmeras instaladas na própria cápsula Orion e pelos equipamentos fotográficos usados pelos astronautas durante observações manuais pela janela. A NASA combina lentes de grande angular, zoom óptico e sistemas de sensor de alta sensibilidade para capturar contraste entre a superfície escura da Lua e a luz intensa do Sol refletida em terrenos específicos.
Do ponto de vista científico, essas fotos da Lua Artemis auxiliam geólogos espaciais a identificar áreas de interesse para futuros landings, avaliar riscos de terreno instável ou de micrometeoritos e compreender melhor a evolução geológica do satélite. Além disso, imagens de eclipses e de fenômenos atmosféricos da Terra de ângulos insólitos contribuem para estudos de clima espacial e de física solar.
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