Moradores relatam destruição, rachaduras e risco de novos colapsos após forte enxurrada na Travessa Brasília
Todas as casas de vila são interditadas em Fortaleza; moradores culpam desmatamento em área do Aeroporto
Todas as casas da Travessa Brasília, em Fortaleza, foram interditadas após um forte alagamento que provocou desabamento, abertura de crateras no solo, rachaduras em imóveis e perda total de bens de moradores. A decisão ocorreu após a área ser atingida por uma enxurrada de grande volume, que também afetou ruas próximas e estruturas no entorno do Aeroporto Internacional Pinto Martins.

>>>Clique aqui para seguir o canal do GCMAIS no WhatsApp<<<
Na região, máquinas foram utilizadas para retirada de móveis e eletrodomésticos danificados pela água e pela lama. Moradores relatam que o alagamento teve intensidade superior a ocorrências anteriores, causando pânico durante a madrugada. Em uma das residências, o piso cedeu enquanto uma mulher grávida estava no local, segundo relatos da comunidade.
Casas interditadas após alagamento em área próxima ao aeroporto
Com a interdição total das casas, moradores precisaram deixar suas residências devido ao risco estrutural. Além das moradias, uma transportadora localizada na área informou a perda de 18 veículos após a inundação. Ruas da comunidade também foram tomadas pela lama e apresentam danos visíveis.
O episódio também foi marcado pelo desabamento parcial de um muro próximo ao Aeroporto Pinto Martins, o que teria contribuído para o aumento do volume de água direcionado às áreas residenciais. Moradores afirmam que o problema estaria relacionado a intervenções e desmatamento na área onde ocorre a construção de um hub logístico.
>>>Siga o GCMAIS no Google Notícias<<<
Casas interditadas e suspeitas sobre impactos de obras e drenagem
A comunidade aponta que alterações ambientais e obras em andamento teriam afetado o escoamento natural da água. Segundo moradores, a retirada da vegetação e intervenções no terreno teriam contribuído para o aumento da força da enxurrada, que acabou atingindo diretamente as residências.
Um professor do Laboratório de Ciências do Mar (Labomar) da Universidade Federal do Ceará (UFC), Marcelo Moro, confirmou que a área possuía vegetação e um curso d’água natural. Ele explicou que a retirada da cobertura vegetal reduz a infiltração da água no solo e aumenta o escoamento superficial, o que pode intensificar alagamentos em áreas vizinhas.
O terreno pertence à União e foi concedido para exploração de atividade logística. Desde setembro, moradores realizam protestos contra a obra. Em março, a Justiça Federal determinou a suspensão das atividades, mas a decisão foi posteriormente derrubada por instância superior.
Risco de novos desabamentos mantém moradores em alerta
Mesmo após a interdição das casas, moradores relatam preocupação com a possibilidade de novos desabamentos. Há alerta para estruturas instáveis próximas às residências, incluindo um muro encostado em imóveis e uma barragem com acúmulo de água.
A Defesa Civil e a Defensoria Pública foram acionadas para avaliar os riscos e mapear os danos na área. Uma equipe técnica esteve no local para levantamento das famílias atingidas e deve emitir relatório com diagnóstico da situação e possíveis medidas de segurança.
O caso segue em monitoramento enquanto a região permanece vulnerável devido às chuvas e à instabilidade do solo, com moradores impedidos de retornar às suas casas por tempo indeterminado.
>>>Acompanhe o GCMAIS no YouTube<<<
Leia também
Justiça Federal da 5ª Região autoriza retomada de obras no entorno do Aeroporto de Fortaleza
Ceará entra em alerta para chuvas intensas em 139 municípios; confira locais
Após desabamento de marquise, 11 imóveis comerciais são interditados no Centro de Fortaleza

NOTÍCIAS DO GCMAIS NO SEU WHATSAPP!
Últimas notícias de Fortaleza, Ceará e Brasil
Lembre-se: as regras de privacidade dos grupos são definidas pelo Whatsapp.
RELACIONADAS

Ciro afirma que “está tudo contaminado” no Ceará ao falar sobre crime e política, em Fortaleza

TRE-CE prevê transporte para eleitores com deficiência e amplia fiscalização para eleições de 2026

Roberto Cláudio fala em “conivência com facções criminosas” ao se referir à oposição no Ceará
