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Cearense é encontrada morta no Rio de Janeiro; suspeito já respondia por outro caso de feminicídio

A vítima, identificada como Monalisa de Amorim Pereira, de 30 anos, era natural de Fortaleza e estava desaparecida desde o último sábado (11), quando deixou de manter contato com familiares

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Cearense é encontrada morta no Rio de Janeiro; suspeito já respondia por outro caso de feminicídio
Foto: GCMais

Uma cearense foi encontrada morta nesta quarta-feira (15) em uma residência na comunidade do Cerro Corá, no bairro Cosme Velho, Zona Sul do Rio de Janeiro. A vítima, identificada como Monalisa de Amorim Pereira, de 30 anos, era natural de Fortaleza e estava desaparecida desde o último sábado (11), quando deixou de manter contato com familiares.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, o principal suspeito do crime é o ex-companheiro da vítima, Bruno Lira de Lima, que foi preso. Ele já responde por outros três crimes, entre eles um feminicídio ocorrido no Ceará.

Leia também: “No Ceará, a impunidade vai acabar a partir de amanhã”, diz Ciro na véspera da eleição

Mulher de 30 anos estava desaparecida desde o último sábado e foi localizada na casa do ex-companheiro

Segundo relatos da família, a falta de notícias de Monalisa mobilizou parentes e amigos, que iniciaram buscas até localizarem o corpo na casa do suspeito, também cearense. A principal linha de investigação aponta que a vítima tenha sido morta por estrangulamento. Após o crime, o homem fugiu do local.

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Familiares afirmam que o relacionamento era marcado por violência e constantes agressões. Em uma das ocorrências, o suspeito teria sido expulso da comunidade da Rocinha, onde o casal vivia. Mesmo após o fim do relacionamento, Monalisa continuava sendo perseguida. Nas redes sociais, a vítima costumava compartilhar vídeos dançando e em momentos de lazer. Ela deixa dois filhos.

Homem preso já era procurado pela Justiça do Ceará por matar outra ex-namorada em Fortaleza

Bruno Lira de Lima já estava foragido da Justiça do Ceará desde 2023, quando assassinou a facadas outra ex-companheira, Monalisa de Lima Simões, de 21 anos, em uma residência no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza.

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Na época do crime, imagens de câmeras de segurança registraram a fuga do suspeito. Vizinhos relataram que o casal vivia no local há poucos meses e mantinha um histórico de discussões frequentes.

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Relembre outros casos de feminicídio no Ceará

O assassinato de mulheres por razões de gênero segue como uma realidade alarmante no Ceará. Dados recentes mostram que o estado registrou 47 casos de feminicídio em 2025 , o maior número da série histórica iniciada em 2018, o que representa, em média, uma mulher morta a cada oito dias.

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Entre os episódios mais recentes, estão crimes marcados pela violência doméstica e pelo histórico de relacionamentos abusivos. Em muitos casos, os autores são ex-companheiros que não aceitam o fim da relação, repetindo um padrão observado em todo o país. A maioria das vítimas já havia sofrido ameaças ou agressões antes do desfecho fatal, o que evidencia falhas na rede de proteção.

Em Fortaleza, um dos casos que mais repercutiram envolveu uma jovem assassinada dentro de casa após discussões frequentes com o parceiro. Já na Região Metropolitana, crimes semelhantes também chamaram atenção pela brutalidade e pela proximidade entre vítima e agressor. Cidades como Sobral, Juazeiro do Norte e Maracanaú aparecem entre as que concentram maior número de ocorrências no estado.

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Especialistas apontam que o feminicídio costuma ser o último estágio de um ciclo contínuo de violência. Antes dele, há sinais como controle, ameaças, agressões físicas e psicológicas. Mesmo com avanços legais, como a Lei Maria da Penha, o desafio ainda está na prevenção e no rompimento desse ciclo.

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Além das vítimas diretas, os impactos atingem famílias inteiras. Muitos casos deixam filhos órfãos e familiares marcados por traumas profundos. Segundo a Defensoria Pública, o feminicídio gera consequências sociais que vão além do crime, exigindo acompanhamento psicológico e suporte contínuo às famílias.

Diante desse cenário, autoridades reforçam a necessidade de denunciar casos de violência e ampliar políticas públicas de proteção às mulheres, na tentativa de evitar que novas histórias terminem da mesma forma.

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