Fortaleza teve redução de 7% nas mortes no trânsito em 2025 em comparação a 2024, passando de 184 para 171 registros, segundo levantamento da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC). Os dados foram divulgados em balanço anual e mostram mudanças no cenário da mobilidade urbana da capital cearense.
O resultado envolve ações de fiscalização, engenharia viária e campanhas educativas ao longo do período. Ainda assim, o levantamento indica que as mortes no trânsito em Fortaleza continuam concentradas entre motociclistas, pedestres e ciclistas.
Perfil das vítimas e fatores por trás da redução registrada em 2025
Entre os 171 óbitos registrados, os motociclistas representam 58% das vítimas fatais, mantendo-se como o grupo mais vulnerável. Em seguida aparecem pedestres, com 32%, ciclistas com 6% e ocupantes de automóveis com 4%. O perfil predominante das vítimas é masculino, com 76% dos casos, especialmente na faixa etária entre 18 e 39 anos. Apesar da redução geral, o cenário das mortes no trânsito em Fortaleza ainda exige atenção das autoridades.
Outro dado apontado pela AMC é que, em 65% dos acidentes fatais, havia pelo menos uma motocicleta envolvida. Mesmo com a leve queda no número absoluto de motociclistas mortos, de 103 para 99, o impacto desse tipo de veículo ainda é expressivo no total das ocorrências.
Medidas para reduzir as mortes no trânsito em Fortaleza
As mortes no trânsito em Fortaleza também são analisadas a partir de intervenções estruturais e educativas realizadas pela gestão municipal. Em 2025, foram implantados mais de 143 mil m² de sinalização horizontal, além de quase 2 mil m² de sinalização vertical e 22 novos semáforos. As ações incluem ainda lombadas, travessias elevadas e readequação de velocidade em vias estratégicas.
Na área de educação, foram realizados 478 comandos educativos, com mais de 45 mil abordagens. Já na fiscalização, ocorreram 1.035 operações ao longo do ano. O combate à combinação de álcool e direção também foi intensificado, com 89.928 testes de alcoolemia aplicados, resultando em 33 positivos e 1.862 recusas.
A AMC destaca ainda que não houve registros de acidentes fatais ou graves nas faixas azuis implantadas em duas avenidas da cidade, o que é apontado como um dado positivo dentro do conjunto de medidas de segurança viária.
Transporte por aplicativo
Outro fator citado no balanço é a regulamentação do transporte por aplicativo na capital, que ampliou o controle sobre a atividade e reforçou normas de segurança. Segundo a AMC, a medida contribui para reduzir comportamentos de risco e melhorar a organização do sistema de mobilidade.
A autarquia reforça que a queda nos índices de mortes no trânsito em Fortaleza é resultado de um conjunto de ações integradas, mas depende também da mudança de comportamento dos condutores e pedestres.
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