A Maküke nasceu de uma necessidade simples, mas se transformou em um negócio de sucesso em Fortaleza. Criada em 2018 por uma estudante de arquitetura em busca de renda extra, a marca começou de forma artesanal e ganhou espaço no mercado com a venda de cookies. Hoje, a empresa conta com lojas físicas, vendas online e produção em larga escala, consolidando a trajetória de crescimento
Apaixonada por doces, ela buscou na internet as primeiras receitas e iniciou uma série de testes na cozinha de casa. O início, segundo ela, foi marcado por erros e ajustes até chegar ao resultado desejado. “Eu nunca tinha empreendido na vida e comecei a pensar comigo mesma o que é que eu posso fazer”, conta.
A empresária relata que enfrentou dificuldades no começo, com receitas que não davam certo, mas insistiu até encontrar um padrão de qualidade. “Comecei a testar, testar, testar, até que chegou em uma receita que eu gostava muito”, afirma Lina Vitoriano.
Maküke cresce com aumento da demanda por cookies artesanais
Com a aprovação de amigos e familiares, a venda começou de forma simples, com uma cesta durante o intervalo das aulas. No entanto, a demanda cresceu rapidamente, e o pequeno formato já não era suficiente. Em pouco tempo, toda a produção era vendida em uma única manhã, o que levou à necessidade de ampliar a estrutura.
A empresária explica que o primeiro passo foi tirar a produção da casa da mãe e levá-la para um espaço próprio. “Começou a não conseguir mais dar conta da produção na cozinha da casa da minha mãe”, diz. Segundo Lina, a solução foi alugar uma sala que, inicialmente, funcionava apenas como ateliê.
“A gente pegou a salinha e ficou produzindo dentro dela, sem frente de loja ainda”, afirma. Com o crescimento, o espaço foi ampliado até se transformar na primeira loja física da marca.
Expansão da Maküke aposta em estrutura e novos investimentos
Um ano após o início, a empresa ganhou reforço familiar. A mãe, Yrma Fortunato, passou a integrar o negócio e assumiu funções administrativas. Ela afirma que viu potencial na iniciativa desde cedo e decidiu investir na profissionalização. “Eu fui me envolvendo e achei maravilhoso quando foi para investir mesmo para se tornar um negócio”, explica. Apesar disso, destaca o protagonismo da filha na criação e desenvolvimento dos produtos. “Ela que cria, ela que tem as ideias. Ela é a cabeça mesmo”, afirma Yrma.
Atualmente, a Maküke conta com três lojas em Fortaleza, além de vendas online e um público fiel. A produção chega a mais de 20 mil cookies por mês, distribuídos em 21 sabores. A empresária também destaca a importância dos investimentos ao longo do tempo, como a aquisição de equipamentos que aumentaram a capacidade produtiva. “Até chegar a essa máquina foram muitos anos”, afirma Lina.
Mesmo com o crescimento, a empreendedora avalia que o negócio ainda tem espaço para evoluir. Ela afirma que pretende expandir a marca, diversificar os produtos e investir em uma loja maior, sem perder a identidade construída desde o início. “Eu considero que ainda tem muito chão para tudo que a gente quer conquistar”, diz. “A gente quer continuar se estruturando, expandindo e mantendo a essência do nosso produto”, conclui Lina Vitoriano.
A história integra a série “Histórias que Empreendem”, que destaca trajetórias de pessoas que transformaram ideias em negócios e cresceram junto com a cidade.
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