Um gerente de banco foi preso em flagrante nesta quarta-feira (22) suspeito de praticar furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança no município de Ipaumirim, no interior do Ceará. De acordo com a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), o homem, de 38 anos, utilizava sua função dentro da agência para reativar contas bancárias de idosos e até de pessoas falecidas, com o objetivo de obter vantagem financeira ilícita.
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A ação foi realizada após investigações conduzidas pela Delegacia de Polícia Civil de Ipaumirim, com apoio do Departamento de Inteligência Policial (DIP). Conforme apurado, o suspeito manipulava dados bancários das vítimas para contratar empréstimos em seus nomes e, em seguida, realizava saques dos valores liberados.
Investigação apontou reativação irregular de contas
Segundo a Polícia Civil, as investigações tiveram início após a identificação de movimentações suspeitas em contas bancárias que deveriam estar inativas. As apurações indicaram que o funcionário se valia do cargo para reativar essas contas sem autorização dos titulares ou de seus familiares.
Após a reativação, o suspeito realizava operações financeiras fraudulentas, incluindo a contratação de empréstimos. Em seguida, os valores eram sacados, configurando o esquema de desvio de recursos. As vítimas eram, em sua maioria, pessoas idosas ou já falecidas, o que dificultava a detecção imediata das irregularidades.
Diante das evidências reunidas, os policiais civis se dirigiram até a agência bancária onde o investigado trabalhava. No local, ele foi abordado e recebeu voz de prisão em flagrante.
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Prisão de gerente por fraude bancária no Ceará
Após a prisão, o homem foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Ipaumirim, onde foi autuado pelos crimes de furto mediante fraude e abuso de confiança. A Polícia Civil informou que o caso segue em investigação para identificar possíveis vítimas e verificar se há participação de outras pessoas no esquema.
As autoridades também apuram o volume total de valores desviados e há quanto tempo as fraudes vinham sendo praticadas. A instituição financeira envolvida não teve o nome divulgado.
A Polícia Civil reforça que práticas como essa configuram crimes graves, especialmente por envolverem abuso de função e exploração de dados sensíveis de clientes. O inquérito policial deve aprofundar a análise de documentos e registros bancários para consolidar as provas.
Denúncias podem auxiliar nas investigações
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) destaca que a população pode contribuir com o avanço das investigações por meio de denúncias anônimas. Informações que possam ajudar a esclarecer o caso ou identificar outras situações semelhantes podem ser repassadas por diferentes canais.
As denúncias podem ser feitas pelo número 181, o Disque-Denúncia, ou pelo WhatsApp (85) 3101-0181, que aceita mensagens de texto, áudio, vídeo e fotografias. Também está disponível o serviço de e-denúncia por meio do site oficial. O sigilo e o anonimato são garantidos.
A Polícia Civil orienta que familiares de possíveis vítimas procurem as autoridades caso identifiquem movimentações suspeitas em contas bancárias de parentes, especialmente em casos envolvendo idosos ou pessoas falecidas.
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