A Justiça do Ceará marcou para o dia 30 de julho de 2026 o julgamento de dois ex-policiais militares acusados de envolvimento na morte do advogado Francisco Di Angellis Duarte de Morais, morto em Fortaleza em maio de 2023. A sessão do Tribunal do Júri ocorrerá na capital cearense e está prevista para começar às 8h30.
Empresário denunciado foi retirado do julgamento
Serão levados a julgamento José Luciano Souza de Queiroz e Glauco Sérgio Soares do Bonfim. Os dois respondem pelos crimes de homicídio qualificado e associação criminosa, conforme denúncia apresentada no processo.
No mesmo caso, o empresário Ernesto Wladimir de Oliveira Barroso também havia sido denunciado pelo Ministério Público do Ceará como suposto mandante do crime. No entanto, a Justiça decidiu não encaminhá-lo ao Tribunal do Júri.
Na decisão, a 1ª Vara do Júri concluiu que a fase de instrução processual não reuniu elementos considerados suficientes para demonstrar indícios robustos de autoria ou participação do empresário no homicídio.
A investigação buscava apurar se o empresário teria determinado a execução do advogado após conflitos envolvendo publicações em um portal de notícias sediado em Fortaleza.
José Luciano e Glauco já haviam sido pronunciados em maio de 2025. Nessa etapa processual, o Judiciário entende que há elementos mínimos para que o caso seja analisado por jurados em plenário.
As defesas dos acusados chegaram a recorrer da decisão, mas desistiram posteriormente dos recursos. Com isso, a Justiça definiu a data do júri popular para este ano.
Júri marcado: morte de advogado em Fortaleza aconteceu quando vítima chegava em casa
Francisco Di Angellis Duarte de Morais tinha 41 anos e foi assassinado na noite de 6 de maio de 2023. O crime ocorreu quando ele chegava à residência onde morava, no bairro Parquelândia, em Fortaleza.
Segundo a investigação policial, a vítima foi surpreendida pela aproximação de uma motocicleta ocupada por dois homens. Conforme a acusação, os suspeitos seriam os dois ex-policiais militares denunciados no processo. O ocupante que estava na garupa teria efetuado os disparos de arma de fogo que causaram a morte do advogado.
Conforme a denúncia do Ministério Público, os acusados teriam monitorado os passos da vítima nos dias anteriores ao crime para preparar uma emboscada. As investigações apontaram que, em 24 de abril de 2023, dois homens estiveram no local de trabalho do advogado, em uma torre comercial no bairro Edson Queiroz, buscando identificar qual veículo ele utilizava.
Ainda segundo o processo, no dia 28 de abril daquele ano, durante um encontro entre Francisco Di Angellis e o empresário Ernesto Wladimir em uma padaria no Eusébio, os ex-PMs teriam instalado um rastreador no escapamento do carro da vítima.
Para a acusação, o equipamento permitiu localizar os deslocamentos do advogado e foi utilizado para facilitar a execução.
Antecedentes e próximos passos
De acordo com os autos, Glauco Sérgio possui antecedente por posse irregular de arma de fogo. Já José Luciano responde a processos por homicídio, porte ilegal de arma e lesão corporal.
No julgamento marcado para julho, testemunhas poderão ser ouvidas novamente, e os acusados serão interrogados. Ao final da sessão, o júri vai decidir se os réus devem ser condenados ou absolvidos pelas acusações relacionadas à morte do advogado em Fortaleza.
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