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Fóssil de dinossauro cearense retorna ao Brasil após mais de 30 anos na Alemanha

A peça estava no Museu Estadual de História Natural de Stuttgart desde 1991, depois de ter sido retirada da Chapada do Araripe, uma das regiões fossilíferas mais importantes do mundo, localizada entre Ceará, Pernambuco e Piauí

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Fóssil de dinossauro cearense retorna ao Brasil após mais de 30 anos na Alemanha
Foto: GCMais

O fóssil do dinossauro cearense Irritator challengeri será devolvido ao Brasil após mais de três décadas em exposição na Alemanha. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores, em declaração conjunta com o governo alemão.

A peça estava no Museu Estadual de História Natural de Stuttgart desde 1991, depois de ter sido retirada da Chapada do Araripe, uma das regiões fossilíferas mais importantes do mundo, localizada entre Ceará, Pernambuco e Piauí. O retorno do exemplar é considerado uma vitória para a ciência brasileira e para a preservação do patrimônio histórico nacional.

Leia também: Presídios do Ceará terão drones que enxergam no escuro e radares subterrâneos em projeto inédito

O Irritator challengeri viveu há cerca de 110 milhões de anos e pertence ao grupo dos espinossaurídeos, dinossauros carnívoros conhecidos pelo focinho alongado e hábitos associados a ambientes aquáticos. O animal se tornou uma referência internacional para estudos paleontológicos, especialmente por ter sido encontrado em solo cearense.

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Repatriação reforça soberania científica do Brasil

Na declaração oficial, Brasil e Alemanha destacaram a importância da cooperação científica entre os dois países. O texto ressalta que a parceria poderá continuar utilizando acervos e experiências técnicas em benefício mútuo, agora com o fóssil em território brasileiro.

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A devolução também foi celebrada por pesquisadores e entidades da área. Para a Sociedade Brasileira de Paleontologia, o retorno do holótipo, exemplar usado como referência oficial de uma espécie, representa mais do que um gesto diplomático.

Segundo a entidade, trata-se de um marco histórico que fortalece princípios como respeito entre nações, valorização da ciência local e reconhecimento do direito dos países sobre seus bens culturais e científicos.

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Pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (URCA), Universidade Federal do Piauí (UFPI) e Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) tiveram papel importante nas articulações que contribuíram para a repatriação do fóssil.

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Ceará ainda busca retorno de dezenas de fósseis no exterior

Em 2023, levantamento apontou que mais de 50 fósseis originários do Ceará ainda estavam fora do país em processos de repatriação. Entre os materiais identificados estão exemplares localizados na França, Itália, Alemanha e Coreia do Sul. As peças incluem pterossauros, peixes, insetos fossilizados, aracnídeos e répteis de enorme valor científico.

Um dos casos foi o do Ubirajara jubatus, dinossauro que também viveu no Cariri cearense e retornou ao Brasil após intensa mobilização internacional. A volta do Irritator challengeri reforça a importância da Chapada do Araripe como berço de descobertas que ajudam a contar a história da vida na Terra. Para o Ceará, significa também o resgate de parte da própria identidade.

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