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Brasil supera EUA em ranking de liberdade de imprensa e sobe para 52º lugar

Brasil apresentou melhora nos últimos anos pela retomada de relações institucionais consideradas mais estáveis entre órgãos públicos e veículos de comunicação

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Brasil supera EUA em ranking de liberdade de imprensa e sobe para 52º lugar
Foto: GCMais

O Brasil avançou no ranking mundial de liberdade de imprensa divulgado nesta quinta-feira (30) pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). O país passou a ocupar a 52ª colocação entre 180 nações avaliadas e ficou à frente dos Estados Unidos pela primeira vez desde a criação do levantamento.

Entenda como o ranking avalia cenário no mundo

Na edição anterior, o Brasil aparecia na 63ª posição. Com o novo resultado, subiu 11 colocações em um ano e acumula avanço de 58 posições desde 2022. Os Estados Unidos, por outro lado, caíram para o 64º lugar e registraram o quarto recuo consecutivo no indicador internacional.

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O estudo da RSF analisa cinco critérios: ambiente político, estrutura legal, contexto econômico, condições sociais e segurança para o exercício do jornalismo. Segundo a entidade, o cenário global atingiu em 2026 o pior nível dos últimos 25 anos. Mais da metade dos países avaliados está classificada em situação considerada “difícil” ou “muito grave” para a atuação da imprensa.

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A organização também informou que menos de 1% da população mundial vive atualmente em países com nível considerado “bom” de liberdade de imprensa. Em 2002, esse percentual era de 20%.

Nos Estados Unidos, a queda no ranking foi associada, segundo a Repórteres Sem Fronteiras, ao ambiente de pressão política sobre veículos de comunicação e jornalistas. O relatório cita ataques frequentes do presidente Donald Trump à imprensa, além do aumento da desconfiança pública em relação ao trabalho jornalístico.

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A entidade também apontou que, desde o retorno de Trump ao poder, jornalistas passaram a relatar mais episódios de hostilidade durante coberturas de manifestações e eventos públicos. Para a organização, esse cenário contribuiu para o enfraquecimento das condições de trabalho da imprensa no país.

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Outro fator mencionado no levantamento foi a redução de financiamento destinado a estruturas públicas de comunicação internacional dos Estados Unidos. Segundo a RSF, a combinação entre pressão política, dificuldades econômicas no setor e ataques institucionais ajudou a ampliar a queda norte-americana no ranking deste ano.

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Motivos para alta do Brasil e queda dos EUA no ranking de liberdade de imprensa

De acordo com a RSF, o Brasil apresentou melhora nos últimos anos em razão da retomada de relações institucionais consideradas mais estáveis entre órgãos públicos e veículos de comunicação. Mesmo com o avanço, o país ainda aparece na categoria de “situação sensível”, abaixo dos países mais bem avaliados no ranking.

No caso norte-americano, a organização apontou pressões políticas, dificuldades econômicas no setor de mídia e aumento da hostilidade contra jornalistas.

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O relatório também citou episódios envolvendo profissionais de imprensa durante manifestações e mudanças em políticas públicas ligadas ao setor de comunicação.

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Apesar da melhora brasileira, a RSF afirmou que parte da América Latina enfrenta aumento da violência e da repressão contra jornalistas. Entre os países citados no relatório estão Equador, Peru, Argentina e El Salvador, que registraram piora no ambiente para a imprensa.

A Noruega manteve a liderança global pelo décimo ano consecutivo. Também aparecem entre os primeiros colocados Países Baixos, Estônia, Dinamarca e Suécia.

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Nas últimas posições do ranking estão Eritreia, Coreia do Norte, China, Irã e Arábia Saudita.

Confira a seguir o ranking dos melhores e piores países em liberdade de imprensa

20 melhores países em liberdade de imprensa

  • 1º — Noruega
  • 2º — Países Baixos
  • 3º — Estônia
  • 4º — Dinamarca
  • 5º — Suécia
  • 6º — Finlândia
  • 7º — Irlanda
  • 8º — Suíça
  • 9º — Luxemburgo
  • 10º — Portugal
  • 11º — Tchéquia
  • 12º — Islândia
  • 13º — Liechtenstein
  • 14º — Alemanha
  • 15º — Lituânia
  • 16º — Bélgica
  • 17º — Letônia
  • 18º — Reino Unido
  • 19º — Áustria
  • 20º — Canadá

20 piores países em liberdade de imprensa

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  • 180º — Eritreia
  • 179º — Coreia do Norte
  • 178º — China
  • 177º — Irã
  • 176º — Arábia Saudita
  • 175º — Afeganistão
  • 174º — Vietnã
  • 173º — Turcomenistão
  • 172º — Rússia
  • 171º — Azerbaijão
  • 170º — Bahrein
  • 169º — Egito
  • 168º — Nicarágua
  • 167º — Djibuti
  • 166º — Birmânia
  • 165º — Belarus
  • 164º — Iêmen
  • 163º — Turquia
  • 162º — Iraque
  • 161º — Sudão

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