Deslizamentos de terra atingiram Recife e cidades da Zona da Mata; equipes seguem em alerta diante do solo encharcado
As fortes chuvas que atingem o estado de Pernambuco desde a sexta-feira (1º) provocaram mortes, deslizamentos de terra e deixaram mais de mil pessoas desalojadas ou desabrigadas. Até o momento, quatro mortes foram confirmadas, incluindo duas crianças, em ocorrências registradas na Região Metropolitana do Recife e na Zona da Mata.
De acordo com os dados mais recentes, cerca de 900 pessoas estão em abrigos temporários montados pelas prefeituras, enquanto outras precisaram deixar suas casas por conta dos riscos estruturais causados pelo excesso de água.
Deslizamentos provocaram mortes
Um dos casos mais graves foi registrado no bairro Dois Unidos, na capital pernambucana. Uma barreira cedeu e atingiu uma residência, causando a morte de uma mulher de 24 anos e do filho. Outras duas pessoas da mesma família foram resgatadas com vida e levadas para atendimento médico.
Em Olinda, no bairro Passarinho, um novo deslizamento destruiu várias casas. Entre as vítimas, estão uma jovem de 20 anos e o filho, de apenas seis meses, que morreram após serem soterrados.
Moradores relataram momentos de desespero e chegaram a iniciar os resgates por conta própria, antes da chegada das equipes de emergência.
Chuvas dificultam resgates
Ao longo do dia, a intensidade da chuva variou, o que complicou o trabalho das equipes de resgate. O solo encharcado aumenta o risco de novos deslizamentos, exigindo atenção redobrada dos órgãos de defesa civil.
Segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), ainda há instabilidade em diversas regiões do estado. Áreas do Grande Recife, Zona da Mata e parte do Agreste seguem com previsão de pancadas de chuva, principalmente durante a manhã.
A tendência, no entanto, é de redução gradual das precipitações ao longo do sábado (2), com possibilidade de melhora nas condições climáticas até a noite.
Impactos se espalham pelo estado
Os efeitos das chuvas vão além dos deslizamentos. No Recife, cerca de 80 famílias foram acolhidas em abrigos emergenciais, com dez espaços ativados para atender os atingidos.
O volume acumulado de chuva na capital chegou a aproximadamente 175 milímetros, causando também transtornos no transporte aéreo, pelo menos 14 voos precisaram ser desviados.
Na cidade de Goiana, na Zona da Mata Norte, o acumulado ultrapassou 200 milímetros em 24 horas. O volume elevado provocou danos estruturais, incluindo a queda de parte do muro de uma obra, além de obrigar cerca de 300 pessoas a deixarem suas residências.
Já em Timbaúba, também na Zona da Mata, a prefeitura decretou situação de emergência após danos em vias e pontes. No município, dezenas de famílias foram afetadas diretamente.
Situação segue em monitoramento
Equipes do Corpo de Bombeiros atuam nas áreas atingidas e já realizaram o resgate de dezenas de pessoas e animais em regiões isoladas pela água.
O Governo Federal informou que presta apoio às cidades afetadas por meio da Defesa Civil Nacional. Ao todo, 23 abrigos seguem em funcionamento no estado, enquanto o número de pessoas fora de casa continua sendo atualizado.
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